Procissão do Círio de Nazaré reúne multidão que ultrapassa dois milhões de fiéis sob calor intenso

Sob um calor que chegou a 35º C e percorreu 3,7 quilômetros, mais de dois milhões de fiéis percorreram neste domingo (8) as ruas de Belém, na Grande Procissão do Círio de Nazaré. A procissão começou às 7h e só terminou por volta de meio-dia, com a romaria que levou a imagem percorrendo o trajeto…

Sob um calor que chegou a 35º C e percorreu 3,7 quilômetros, mais de dois milhões de fiéis percorreram neste domingo (8) as ruas de Belém, na Grande Procissão do Círio de Nazaré. A procissão começou às 7h e só terminou por volta de meio-dia, com a romaria que levou a imagem percorrendo o trajeto da Catedral da Sé até a Basílica de Nazaré.

A demonstração de fé é a maior romaria católica do mundo. Entre os fiéis, famílias que conquistaram a casa própria; outras que agradecem a cura de parentes que sobreviveram à pandemia da Covid-19; crianças vestidas de anjo em agradecimento à saúde recuperada; religiosos de matriz-africana que também são devotos de Nossa Senhora; fiéis que atravessam o trajeto do Círio de joelhos.

Além de inúmeros atos de devoção à padroeira da Amazônia, a procissão de 2023 foi marcada pelo calor acima do normal que foi um desafio para os promesseiros que acompanharam a romaria na corda.

O médico Flávio Freire, de 46 anos, que participa pela 12° vez como voluntário da Cruz Vermelha no Círio, destaca que as altas temperaturas foram sentidas pela equipe neste ano, por isso houve uma preparação a mais para atender aos devotos de Nazaré.

“Tivemos uma demanda maior do que o habitual em termos de desidratação. Tanto que nós pedimos suporte de água para hoje. Isso foi bem visível e notório em relação a estatística do ano passado”, detalhou o médico.

O coordenador da Defesa Civil, Denilson Bahia, disse que uma das ocorrências mais frequentes foram os desmaios, visto a má preparação dos devotos de Nazaré.

“O que leva principalmente a esses desmaios e a má alimentação das pessoas e o calor excessivo”, descreveu o coordenador.

A devota Claudia Vilhena já participa há 15 anos do Círio de Nazaré, realizando sempre suas promessas de joelho. Este ano o agradecimento foi além dos laços familiares, a paraense resolveu pagar a promessa que fez para o filho de uma amiga que estava no hospital e conseguiu ficar curado.

Rilson Cardoso crê que foi abençoado e levou a esposa e a filha para juntos agradecerem pela casa própria. “É muita fé, eu vim lutando com minha esposa há um tempo pra gente ter nossa casa própria e conseguimos. É muito emocionante, inexplicável. Só gratidão”, descreveu o autônomo.

Júnior Tavares esteve no Círio com os amigos para prestigiar a Grande Procissão. O grupo é de religião de matriz africana. Para eles, a união de fiéis de várias religiões também faz parte do Círio nesse período do ano.

Lídia Nunes passou em dois processos seletivos e seus pais se recuperaram de uma cirurgia. O pai fez uma cirurgia do coração e a mãe chegou até a pegar uma infecção. Lídia fez a promessa em 2022, com isso carrega uma santa que estava na casa há mais de 15 anos. Ela promete carregar a santa de 6 quilos até o fim do Círio.

O casal Elda Sousa e Wanderson Sousa tinha um sonho de ter uma casa própria. Eles vivem há mais de 15 anos juntos e sempre moraram em casa alugada ou de parentes até que em novembro do ano passado conseguiram comprar um imóvel. Esse é o primeiro ano da promessa que será cumprida pelos próximos 5 anos. A devota Monique veio do município de Limoeiro do Ajuru, no Pará, agradecer pelas vidas do pai e tio que se curaram de quadros graves da Covid-19. A paraense começou sua caminhada de joelhos na Igreja da Sé e chegou à Basílica Santuário de Nazaré às 8h55.

Com informações do g1

Procissão do Círio de Nazaré reúne multidão que ultrapassa dois milhões de fiéis, sob calor intenso

Sob um calor que chegou a 35º C e percorreu 3,7 quilômetros, mais de dois milhões de fiéis percorreram neste domingo (8) as ruas de Belém, na Grande Procissão do Círio de Nazaré. A procissão começou às 7h e só terminou por volta de meio-dia, com a romaria que levou a imagem percorrendo o trajeto da Catedral da Sé até a Basílica de Nazaré.

A demonstração de fé é a maior romaria católica do mundo. Entre os fiéis, famílias que conquistaram a casa própria; outras que agradecem a cura de parentes que sobreviveram à pandemia da Covid-19; crianças vestidas de anjo em agradecimento à saúde recuperada; religiosos de matriz-africana que também são devotos de Nossa Senhora; fiéis que atravessam o trajeto do Círio de joelhos.

Além de inúmeros atos de devoção à padroeira da Amazônia, a procissão de 2023 foi marcada pelo calor acima do normal que foi um desafio para os promesseiros que acompanharam a romaria na corda.

O médico Flávio Freire, de 46 anos, que participa pela 12° vez como voluntário da Cruz Vermelha no Círio, destaca que as altas temperaturas foram sentidas pela equipe neste ano, por isso houve uma preparação a mais para atender aos devotos de Nazaré.

“Tivemos uma demanda maior do que o habitual em termos de desidratação. Tanto que nós pedimos suporte de água para hoje. Isso foi bem visível e notório em relação a estatística do ano passado”, detalhou o médico.

O coordenador da Defesa Civil, Denilson Bahia, disse que uma das ocorrências mais frequentes foram os desmaios, visto a má preparação dos devotos de Nazaré.

“O que leva principalmente a esses desmaios e a má alimentação das pessoas e o calor excessivo”, descreveu o coordenador.

A devota Claudia Vilhena já participa há 15 anos do Círio de Nazaré, realizando sempre suas promessas de joelho. Este ano o agradecimento foi além dos laços familiares, a paraense resolveu pagar a promessa que fez para o filho de uma amiga que estava no hospital e conseguiu ficar curado.

Rilson Cardoso crê que foi abençoado e levou a esposa e a filha para juntos agradecerem pela casa própria. “É muita fé, eu vim lutando com minha esposa há um tempo pra gente ter nossa casa própria e conseguimos. É muito emocionante, inexplicável. Só gratidão”, descreveu o autônomo.

Júnior Tavares esteve no Círio com os amigos para prestigiar a Grande Procissão. O grupo é de religião de matriz africana. Para eles, a união de fiéis de várias religiões também faz parte do Círio nesse período do ano.

Lídia Nunes passou em dois processos seletivos e seus pais se recuperaram de uma cirurgia. O pai fez uma cirurgia do coração e a mãe chegou até a pegar uma infecção. Lídia fez a promessa em 2022, com isso carrega uma santa que estava na casa há mais de 15 anos. Ela promete carregar a santa de 6 quilos até o fim do Círio.

O casal Elda Sousa e Wanderson Sousa tinha um sonho de ter uma casa própria. Eles vivem há mais de 15 anos juntos e sempre moraram em casa alugada ou de parentes até que em novembro do ano passado conseguiram comprar um imóvel. Esse é o primeiro ano da promessa que será cumprida pelos próximos 5 anos. A devota Monique veio do município de Limoeiro do Ajuru, no Pará, agradecer pelas vidas do pai e tio que se curaram de quadros graves da Covid-19. A paraense começou sua caminhada de joelhos na Igreja da Sé e chegou à Basílica Santuário de Nazaré às 8h55.

Com informações do g1

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