A prisão preventiva de militares no contexto do inquérito do golpe vem irritando a cúpula militar, que enfrenta pressão interna para justificar as detenções dos alvos, ainda não condenados pela Justiça. A informação é de Bela Megale, em O Globo. Atualmente, três militares estão detidos: o coronel Bernardo Romão Correia Neto, o major Rafael Martins de Oliveira e o coronel Marcelo Costa Câmara.
Correia Neto é investigado por supostamente empregar técnicas das Forças Especiais do Exército para direcionar manifestações durante as invasões golpistas de 8 de janeiro, em Brasília. Oliveira, conforme a PF, teria discutido com o ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), tenente-coronel Mauro Cid, sobre o financiamento de R$ 100 mil para custear a viagem de manifestantes a Brasília. Já Marcelo Câmara, ex-assessor próximo do ex-presidente, é suspeito de participar da organização criminosa por trás do golpe de Estado.
Membros das Forças Armadas alegam que só poderão iniciar processos internos de punição após terem acesso integral às investigações, sob a justificativa de evitar “injustiças”. No entanto, externamente, há uma leitura de que os militares adotam uma postura corporativista visando proteger seus interesses.
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