A cantora, atriz e empresária Preta Gil morreu neste domingo (20), aos 50 anos, após uma piora no quadro de câncer que enfrentava desde 2023. A artista estava nos Estados Unidos, onde realizava um tratamento experimental após a doença voltar a se espalhar pelo corpo.
Preta Gil foi diagnosticada com câncer no intestino em janeiro de 2023 e iniciou o tratamento com sessões de quimioterapia e radioterapia. Em 16 de agosto do mesmo ano, passou por uma cirurgia para retirada do tumor e também do útero.
Após 28 dias internada, recebeu alta hospitalar e se mudou temporariamente para São Paulo, onde ficou mais próxima da equipe médica responsável pelo acompanhamento. No fim de dezembro, anunciou que havia concluído o tratamento.
Em 2024, durante exames de rotina, descobriu a recidiva do câncer em quatro áreas do corpo: dois linfonodos, uma metástase no peritônio e um nódulo no ureter. Iniciou um novo ciclo de quimioterapia, que teve resposta limitada. Por isso, foi submetida a uma nova e complexa cirurgia, que durou 21h, para retirada dos tumores.
Após quase dois meses internada, Preta teve alta em fevereiro de 2025 e retomou o tratamento com quimioterapia. Em maio, viajou aos Estados Unidos para dar continuidade ao tratamento com medicamentos experimentais, ainda em fase final de testes.
A expectativa era seguir com esse protocolo até agosto, quando novos exames definiriam os próximos passos.
Descoberta do câncer
Preta Gil tratava um câncer de intestino do tipo adenocarcinoma. Trata-se de um tumor maligno que pode afetar diversas partes do trato digestivo, incluindo a porção final do intestino.
Geralmente, esse tipo de câncer se origina a partir de pólipos, que são lesões benignas que podem se desenvolver na parede interna do intestino grosso. Quando identificado precocemente, o câncer de intestino tem alto potencial de cura.
O tratamento mais indicado é a cirurgia para remoção do tumor, que pode ser seguida de quimioterapia por um período de três a seis meses, dependendo do estágio da doença. Já em casos metastáticos, com disseminação para outros órgãos, a cura é mais difícil, e o tratamento envolve quimioterapia combinada com terapias-alvo.
Preta foi submetida à cirurgia para retirada do tumor em agosto de 2023, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Durante o procedimento, também foi retirado o útero.
Pouco tempo depois da cirurgia, ela anunciou que estava livre de células cancerígenas e em processo de remissão. “A cirurgia foi muito bem-sucedida, complexa, grande, mas somente ontem nos tivemos o resultado final dela. (…) E chegou o resultado de que sim, meu corpo está livre de células cancerígenas. A cirurgia foi um sucesso, a gente teve remoção total do tumor com margem e isso quer dizer que, no momento, meu corpo está livre dessas células, mas a cura é um processo”, disse Preta, celebrando a notícia.
Preta ressaltou que a cura exigia uma fase de reabilitação. Ela passou a usar uma bolsa de ileostomia, um dispositivo que coleta fezes por meio de uma abertura cirúrgica no intestino. A cantora deixou claro que não tinha vergonha de mostrar o equipamento: “Sim, eu uso bolsa de ileostomia e não tenho vergonha de mostrar, pois essa bolsinha salvou minha vida”.
A volta do câncer
Meses após anunciar que estava em remissão, Preta revelou que o câncer havia retornado. A doença se manifestou em quatro regiões do corpo:
- Dois linfonodos (estruturas do sistema linfático responsáveis pela defesa do organismo);
- Um nódulo no ureter (canal que liga os rins à bexiga);
- Uma metástase no peritônio (membrana que recobre os órgãos abdominais).
Diante da recidiva, a cantora iniciou um novo ciclo de quimioterapia. No entanto, o tratamento não teve a resposta esperada. Em dezembro de 2024, ela foi submetida a uma cirurgia de alta complexidade, que durou 21h, para retirada dos novos tumores.
Após quase dois meses de internação, recebeu alta e passou a continuar o tratamento em casa, com novas sessões de quimioterapia.
Tratamento nos Estados Unidos
Em maio de 2025, a cantora viajou para os Estados Unidos para dar continuidade ao tratamento com medicamentos experimentais, ainda em fase final de estudos clínicos. Ela ficou hospedada em Nova York e fazia viagens periódicas a Washington, onde recebia o tratamento em um centro médico especializado.
O plano inicial era que o novo protocolo se estendesse até agosto de 2025, quando seriam realizados novos exames para avaliar a evolução do quadro e decidir os próximos passos.






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