O presidente do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), Luiz Paulo da Silva Araújo Filho, lamentou nesta quinta-feira (21) a morte do desembargador federal Alcides Martins Ribeiro Filho. O corpo foi encontrado na terça-feira (19), mais de um mês depois de seu desaparecimento, em uma área de mata nos arredores da Vista Chinesa, na Zona Sul do Rio.
Em nota oficial, o tribunal manifestou pesar pela morte do magistrado e prestou solidariedade à família, amigos e colegas.
“Em nome da Justiça Federal de primeiro e segundo graus da 2ª Região, o Presidente da Corte, Desembargador Federal Luiz Paulo da Silva Araújo Filho, expressa sua solidariedade e seus mais sinceros sentimentos à família, aos amigos, aos colegas e a todos que conviveram com o saudoso Magistrado”, informou o TRF2.
Relembre o caso
Segundo a Polícia Civil, o desembargador havia desaparecido em 14 de abril.
De acordo com as investigações, no dia do desaparecimento o magistrado teria sacado R$ 1 mil e seguido de táxi em direção ao mirante da Vista Chinesa, um dos pontos turísticos da capital fluminense. Desde então, familiares e autoridades realizavam buscas por pistas sobre seu paradeiro.
O corpo foi localizado durante uma operação da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) com apoio do Corpo de Bombeiros, em uma região de trilha na Floresta da Tijuca.
A perícia inicial apontou que não havia sinais aparentes de violência. O caso segue sob investigação da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), e exames complementares realizados no Instituto Médico-Legal (IML) devem ajudar a esclarecer as circunstâncias da morte.
Quem era o desembargador
Alcides Martins Ribeiro Filho ingressou na magistratura federal em 1993, após aprovação no segundo concurso público promovido pelo TRF2 para o cargo de juiz federal substituto. Ao longo da carreira, atuou na 1ª Vara Federal de Niterói, na 41ª Vara Criminal do Rio de Janeiro e na 28ª Vara Federal Cível da capital fluminense.
Em 2017, tomou posse como desembargador federal do TRF2, passando a integrar a 5ª Turma Especializada da Corte.
Caso de agressão
O magistrado havia sido afastado do cargo pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em maio deste ano, após uma ocorrência envolvendo a ex-companheira.
Segundo relatos registrados na ocasião, vizinhos acionaram a polícia para denunciar uma suposta agressão. Testemunhas afirmaram que o desembargador teria apresentado comportamento agressivo durante a abordagem policial e precisou ser algemado pelos agentes.






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