O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, foi solto na noite deste sábado (9), após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ter concedido sua liberdade provisória. Ele deixou a custódia da Polícia Federal em Brasília e não deu entrevista, orientado por seu advogado, Marcelo Bessa. “Foi bem tranquilo”, limitou-se a dizer, sobre o período em que esteve preso.
Valdemar havia sido detido na quinta-feira (8) como parte da Operação Tempus Veritatis, que investiga uma suposta conspiração para um golpe de Estado no final do mandato do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Ocorre, entretanto, que, apesar de continuam presentes os requisitos ensejadores da prisão preventiva, algumas circunstâncias específicas devem ser analisadas, uma vez que o investigado é idoso, tendo 74 (setenta e quatro) anos, e não teria cometido os crimes com violência ou grave ameaça, tendo sido os objetos encontrados dentro de sua residência, no momento do cumprimento de mandado de busca e apreensão”, afirmou Moraes, na decisão.
Além do porte ilegal de arma, pelo qual foi preso em flagrante, uma pepita de ouro de origem suspeita foi encontrada na casa de Costa Neto durante a operação da PF.
A cela em que Valdemar passou a noite na Superintendência da Polícia Federal do Distrito Federal é a mesma onde outros políticos famosos já estiveram detidos.
A investigação federal apontou que a pepita de ouro encontrada na residência de Costa Neto é originária de um garimpo, embora não tenha sido possível determinar o estado de origem.
A arma que levou à prisão dele estava registrada em nome de seu filho, porém com o registro vencido, o que configurou porte ilegal de arma.
LEIA MAIS





