Presidente do PL critica operação da PF, defende impeachment de Moraes e chama de “frouxo” presidente do Congresso

Na opinião de Valdemar, a ação desta quinta mirou o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) porque ele demonstrou a intenção de disputar a prefeitura do Rio nas eleições deste ano

Ao reagir à operação deflagrada nesta quinta-feira (25) pela Polícia Federal, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, disse que a ação é fruto da perseguição do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Valdemar defendeu o impeachment de Moraes e chamou de “frouxo” o presidente do Senado e do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), por não pautar esse tema no Parlamento.

Na opinião de Valdemar, a ação desta quinta mirou o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) porque ele demonstrou a intenção de disputar a prefeitura do Rio nas eleições deste ano. Ramagem está sendo investigado porque, segundo a PF, comandou um esquema ilegal de espionagem de desafetos do então presidente Jair Bolsonaro (também do PL) na época em que comandou a Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Ao reclamar da postura do presidente do Congresso, Valdemar disse que Pacheco “não defende a Câmara nem o Senado” e afirmou que ele já deveria ter “feito o impeachment” de Moraes. “[Moraes] acha que pode fazer o que quer. Sabe por quê? Porque o Rodrigo [Pacheco] é frouxo. Ele sabe que o Rodrigo não vai reagir.” (…) “Ele [Pacheco] tinha que ter tomado providência. Não pode deixar a Polícia Federal entrar aqui na Câmara, não. Se tivesse outro presidente, um Renan [Calheiros] ou Antônio Carlos [Magalhães], mas nem perto eles [a Polícia Federal] passavam. Já tinha aberto o impeachment contra ele de cara. Certo. Ele [Moraes] não respeita o Poder legislativo. É incrível isso.”

Valdemar também está contrariado com a recente operação da PF que teve com alvo o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ), também investigado, mas por envolvimento nos atos golpistas de 8 de Janeiro. Ele teve seu gabinete revistado na Câmara.

Já Ramagem, segundo Valdemar, é perseguido por sua ligação com Bolsonaro e porque é pré-candidato a prefeito no Rio. “Só porque o Ramagem agora é candidato a prefeito. Ele estava sossegado aí”, diz.

Nas rédea sociais, Pacheco reagiu em nota dura contra Valdemar.

“Difícil manter algum tipo de diálogo com quem faz da política um exercício único para ampliar e obter ganhos com o fundo eleitoral e não é capaz de organizar minimamente a oposição para aprovar sequer a limitação de decisões monocráticas do STF. E ainda defende publicamente impeachment de ministro do Supremo para iludir seus adeptos, mas, nos bastidores, passa pano quando trata do tema.”

Além de Ramagem, sete policiais são alvos da ação, batizada de Vigilância Aproximada. Desdobramento da operação Última Milha, deflagrada em outubro de 2023.

Com informações da Folha de S.Paulo

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