Presidente do Peru tenta um golpe de estado, é derrubado e preso (vídeo)

O presidente do Peru, Pedro Castillo, foi destituido e preso por tentar promover um golpe de estado. Ele tentou fechar o Congresso nesta quarta-feira, diante de um impeachment forjado contra ele, mas foi destituído pelo Legislativo e preso logo depois, agravando ainda mais a crise política no país. Castillo anunciou sua decisão, prevista na Constitução,…

O presidente do Peru, Pedro Castillo, foi destituido e preso por tentar promover um golpe de estado. Ele tentou fechar o Congresso nesta quarta-feira, diante de um impeachment forjado contra ele, mas foi destituído pelo Legislativo e preso logo depois, agravando ainda mais a crise política no país.

Castillo anunciou sua decisão, prevista na Constitução, por volta do meio-dia (14h no horário de Brasília), três horas antes do previsto para o início da sessão, que foi adiantada para 12h30. Neste momento, os parlamentares votam a moção de destituição. O imbróglio é similar à crise constitucional vista há três anos, quando o então presidente Martin Vizcarradissolveu o Congresso que, em seguida, aprovou sua suspensão temporária.

Em uma mensagem à nação, Castillo disse que “atendendo à reivindicação cidadã”, seu governo tomou a decisão de instaurar um “governo de emergência com o fim de estabelecer o Estado de direito e a democracia”.

No poder desde julho de 2021, Castillo trava um cabo de guerra com o Legislativo dominado pela oposição, a quem acusa de tentar realizar um “golpe de Estado”. Denunciado por corrupção e má conduta ao lado de amigos, parentes e aliados, o presidente pediu em outubro para que a Organização dos Estados Americanos (OEA)iniciasse um processo de consulta a todas as forças políticas, os poderes do Estado e as forças sociais: em busca de uma solução para o imbróglio no país. A missão visitou o país há duas semanas, mas ainda não emitiu suas conclusões.

O presidente também decretou um toque de recolher a nível nacional nesta quarta, das 22h às 4h da manhã, sem deixar claro até quando a medida valerá. Declarou também uma “reorganização do sistema de Justiça, do Poder Judicial, do Ministério Público, da Junta Nacional de Justiça, do Tribunal Constitucional”, mas sem dar maiores detalhes do que isso significa.

A reação à decisão do presidente foi quase imediata. Em um tuíte, sua vice-presidente, Dina Boluarte, disse que “rechaça a decisão de Pedro Castillo de perpetrar a quebra da ordem constitucional com o fechamento do Congresso”:

“Trata-se de um golpe de Estado que agrava a crise política e institucional que a sociedade peruana precisará superar com apego estrito à lei”, disse ela, que deverá assumir caso o presidente seja destituído.

Cerca de uma hora após a fala, 10 dos 18 integrantes do Gabinete renunciaram, entre eles os ministros da Economia, de Relações Exteriores, do Trabalho, e do Comércio Exterior — todos citaram os princípios democráticos como motivo para o rompimento. Também deixou o cargo o embaixador do país na ONU, Manuel Rodríguez Cuadros, que caracterizou a ação do presidente como um “golpe de Estado”.

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