Presença de superbactéria em hospital de Porto Alegre causa morte de bebê e interdição de UTI Neonatal

Agente infeccioso identificado no Hospital Fêmina é considerado um dos mais perigosos pela OMS; quatro recém-nascidos testaram positivo e novas internações foram suspensas

Um bebê extremamente prematuro, nascido com 26 semanas de gestação, morreu após ser infectado pela bactéria Acinetobacter baumannii na UTI Neonatal do Hospital Fêmina, em Porto Alegre. O caso levou ao fechamento temporário da unidade para novas internações.

A bactéria, classificada como pan-resistente — ou seja, resistente aos antibióticos disponíveis — foi identificada na última quinta-feira (16), segundo o Grupo Hospitalar Conceição.

Ao todo, 34 bebês estavam internados na UTI neonatal. Quatro testaram positivo para a infecção, incluindo o recém-nascido que morreu. Os outros três seguem em estado estável, isolados e acompanhados por equipes exclusivas.

Medidas de contenção e suspensão de atendimentos

Após a identificação da bactéria, o hospital adotou protocolo de restrição máxima. A ala foi isolada, houve bloqueio de circulação interna e suspensão temporária de novas admissões.

Gestantes de alto risco passaram a ser encaminhadas para outras maternidades da capital. A Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre informou que acompanha o caso e auxilia no redirecionamento dos atendimentos.

A Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul também monitora a situação.

O que é a bactéria

A Acinetobacter baumannii foi listada em 2024 pela Organização Mundial da Saúde como uma das mais perigosas do mundo. Trata-se de um patógeno associado principalmente a infecções hospitalares, com maior risco em pacientes com sistema imunológico fragilizado — como recém-nascidos prematuros.

A resistência da bactéria inclui os chamados carbapenêmicos, antibióticos usados como último recurso em tratamentos.

O que diz o hospital

Segundo o hospital, todos os órgãos de controle foram acionados, incluindo vigilância sanitária e autoridades de saúde. Testes foram realizados em todos os pacientes da unidade.

O Grupo Hospitalar Conceição afirmou que as equipes seguem atuando para garantir atendimento aos pacientes e evitar novos casos, mantendo o monitoramento contínuo da situação.

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