A Prefeitura do Rio anunciou nesta segunda-feira (23) que vai cassar o alvará de funcionamento da empresa SUP Copa, responsável pelo grupo de praticantes de stand up paddle que ficou à deriva na manhã do último sábado (21) na Praia do Leme, Zona Sul do Rio. Segundo a Secretaria Municipal de Esportes, 73 pessoas precisaram ser resgatadas pelo Corpo de Bombeiros após uma repentina mudança nas condições do mar. A informação foi divulgada pelo jornal O Dia.
A atividade, que chegou a ser suspensa por um dia nas praias da cidade, será retomada com novas regras. Em nota, a prefeitura informou que não haverá proibição geral para a prática do esporte, mas que uma nova resolução com diretrizes obrigatórias será publicada no Diário Oficial nesta terça-feira (24). A medida inclui exigências para professores e organizadores com foco na segurança dos praticantes.
Ainda na manhã desta segunda-feira, outras escolas e barracas de aluguel de pranchas permaneceram fechadas, em cumprimento a uma determinação inicial da Subprefeitura da Zona Sul e da Secretaria de Esportes que previa a suspensão por sete dias. A decisão, no entanto, foi revogada poucas horas depois.
SUP Copa diz que rajada de vento foi “inesperada”
A empresa SUP Copa, que tem mais de 100 mil seguidores em redes sociais, afirmou que não houve previsão de vento forte para o horário da atividade, conforme os principais institutos meteorológicos. “O que aconteceu foi uma rajada de vento inesperada que acabou arrastando muitos praticantes para longe da costa”, afirmou a empresa, em nota.
Segundo a empresa, todos os clientes utilizavam coletes salva-vidas homologados pela Marinha e havia um bote de apoio com salva-vidas acompanhando o grupo. “Mesmo com toda a estrutura e planejamento, não foi possível alcançar todas as pessoas a tempo”, justificou. A SUP Copa afirmou ainda que o episódio “não deve desmerecer quem trabalha com profissionalismo e compromisso”.
A empresa informou que ainda não foi oficialmente notificada da cassação do alvará.
Empresa critica clandestinidade e defende projeto de segurança
No comunicado, a empresa destacou que havia praticantes de outras empresas — inclusive irregulares — no mar no momento do incidente. “Havia também operadores clandestinos, muitos sem alvará e colocando turistas para remar sem colete salva-vidas”, criticou.
A SUP Copa mencionou ainda um projeto próprio de “raia móvel” para garantir a segurança durante ventos fortes, mas informou que o sistema travou e não pôde ser acionado. “É um projeto que torna o passeio praticamente 100% seguro”, alegou.
Bombeiros foram decisivos
Graças à rápida ação dos bombeiros, ninguém se feriu. As autoridades municipais e estaduais reforçaram que os protocolos de segurança para atividades marítimas devem ser rigorosamente seguidos, especialmente em eventos coletivos como o ocorrido no fim de semana.
A nova resolução da Secretaria Municipal de Esportes pretende fixar normas mais rígidas para todas as operadoras da atividade no Rio de Janeiro.





