A realização da Cúpula do Brics no Rio de Janeiro deverá movimentar quase R$ 70 milhões na economia da capital fluminense. A estimativa consta no boletim “Brics em Dados”, divulgado neste sábado (5) pela Prefeitura do Rio, e considera a participação de aproximadamente 10 mil estrangeiros em eventos ligados ao bloco internacional ao longo do semestre.
Segundo o estudo, os representantes das delegações devem gastar cerca de R$ 69,1 milhões com hospedagem, alimentação, transporte e outros serviços ligados direta ou indiretamente às atividades oficiais do Brics. A projeção reforça o impacto do encontro sobre o setor de turismo e serviços da cidade.
“Um evento dessa magnitude impulsiona setores estratégicos como turismo, infraestrutura e serviços, gerando empregos e desenvolvimento”, afirmou o prefeito Eduardo Paes.
Cúpula começa neste domingo
A Cúpula do Brics 2025 — considerado o principal evento político e econômico do grupo neste ano — será realizada neste domingo (6) e segunda-feira (7) no Museu de Arte Moderna (MAM), no Aterro do Flamengo. A cidade será palco de reuniões entre chefes de Estado, fóruns empresariais, encontros da sociedade civil e atividades paralelas promovidas por ministérios e organismos multilaterais.
O Rio recebe o evento sete meses após sediar também a reunião de cúpula do G20, consolidando sua posição como capital diplomática do Brasil em 2025. Durante a cúpula, o Brasil ocupa a presidência rotativa do Brics, tendo entre suas prioridades a defesa do multilateralismo, a regulação da inteligência artificial e o combate à pobreza.
Brics: bloco ampliado e estratégico
O Brics passou por uma ampliação em 2024 e agora conta com 11 membros permanentes: Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Egito, Etiópia, Irã e Indonésia. Além disso, outros países participam da cúpula como parceiros estratégicos, entre eles Bolívia, Cuba, Vietnã, Belarus e Cazaquistão.
A expectativa da organização é que os encontros promovam o intercâmbio econômico, ampliem parcerias em áreas como infraestrutura e energia, e fortaleçam a atuação conjunta em fóruns multilaterais. A movimentação de delegações estrangeiras também deve atrair investimentos e contribuir para a projeção internacional da cidade e do país.





