O prefeito Eduardo Paes anunciou, na manhã desta quinta-feira (10), a ampliação do sistema Civitas — Central de Inteligência, Vigilância e Tecnologia de Apoio à Segurança Pública. A iniciativa prevê a instalação de 20 mil câmeras de monitoramento até 2028, número quase quatro vezes superior às 5,5 mil unidades atualmente em operação.
Criado em junho de 2024, o Civitas funciona em parceria com o Disque Denúncia e está integrado ao Centro de Operações Rio (COR). O objetivo da central é fornecer suporte tecnológico às forças de segurança estaduais e a órgãos municipais, com base em dados e imagens em tempo real.
Segundo Paes, a central já utiliza inteligência artificial para rastreamento de veículos e identificação de padrões de comportamento. “Trabalhamos com modelos matemáticos que revelam padrões ocultos, mapas que antecipam ações, algoritmos que definem comportamentos”, explicou o prefeito.
Durante o anúncio, ele citou o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes como exemplo de como a tecnologia poderia ter acelerado a investigação, especialmente no rastreamento do veículo utilizado no crime.
As novas câmeras, que serão distribuídas por diversas regiões da cidade, terão funcionalidades como leitura automática de placas, reconhecimento facial, contagem de veículos, detecção de carros, bicicletas e pessoas.
Segundo a prefeitura, o Civitas já colaborou em mais de 2 mil ações ao longo de um ano, sendo 85% delas solicitadas por órgãos de inteligência e investigação. Entre os casos atendidos, 220 estavam relacionados a homicídios.
O sistema é capaz de registrar cerca de 6,1 milhões de placas de veículos diariamente, reforçando o monitoramento urbano como uma das apostas da atual gestão para combater a criminalidade e aumentar a segurança no Rio de Janeiro.





