RICARDO BRUNO
Uma foto da prefeita Magdala Furtado com o presidente Lula, publicada nas redes sociais da mandatária, delimitou o campo político-ideológico de sua provável campanha em busca da reeleição em Cabo Frio. O registro teve o intencional propósito de fazer contraponto à imagem do adversário, o candidato bolsonarista, deputado Dr. Sérginho – líder das intenções de voto.
O efeito colateral, talvez indesejado, será certamente a nacionalização da campanha. O confronto Lula versus Bolsonaro conduz inevitavelmente à discussão sobre questões identitárias e de costumes, escapando ao debate a respeito dos problemas da cidade, terreno em que supostamente Magdala levaria vantagem.
Em negociações avançadas com PV, a prefeita ainda não definiu o seu destino partidário. Sabe apenas que vai se filiar a um partido da base do presidente a fim de que possa, a um só tempo, facilitar a obtenção de recursos federais e engrossar os apoios à esquerda à campanha da reeleição.
Toda estratégia de Magdala Furtado tem como premissa o enfrentamento exclusivo da candidatura de Dr.Sérgio. Seus movimentos de pré-campanha revelam nitidamente o objetivo de terçar armas para o combate ao bolsonarista, o que pode se converter num erro fatal.
O MDB deve surpreendê-la com um movimento estrategicamente calculado pelo presidente regional Washington Reis. Inicialmente, vai tentar resolver o impedimento eleitoral do ex-prefeito Marquinhos Mendes no Tribunal de Contas da União. Já pôs em campo um escrete de advogados para sanar a inelegibilidade do filiado.
Se não for bem-sucedido, lança a esposa de Marquinhos, Kamilla Mendes. Pesquisas, em poder do partido, mostram que o ex-prefeito se pudesse se candidatar venceria o pleito com folga.





