Na última reunião do conselho da Petrobrás, na verdade uma sessão de constrangimento ao presidente da estatal, que Jair Bolsonaro quer demitir, conselheiros informaram que, pelo mesmo motivo de sempre – oscilação internacional de preços – a companha deve aumentar os preços dos combustiveis “na próxima semana”. A “próxima semana chegou. É esta.
E mais vez, mesmo sendo acionista controlador da estatal, o governo federal simula falta de poder para tomar uma decisão, embora informe publicamente que preferia adiar o reajuste de preços, por razões óbvias.
Veja a notícia do Globo online:
O pedido do govero para que a Petrobras segurasse o reajuste dos preços da gasolina e do diesel é visto com resistência pela diretoria executiva da estatal.
Segundo uma fonte, a ideia do governo é que um aumento feito pela estatal neste momento poderia atrapalhar o processo de aprovação do projeto de Lei na Câmara dos Deputados, que limita o ICMS em 17%.
A intenção da estatal é reajustar os preços de diesel e gasolina entre 6% e 7% nas refinarias, de acordo com uma fonte do setor. Não há uma clareza ainda de quando esse aumento seria feito.
Uma outra fonte lembrou que a decisão do aumento está a cargo de um grupo na estatal formado pelo presidente da Petrobras, José Mauro Ferreira Coelho, o diretor Financeiro, Rodrigo Araujo Alves, e Claúdio Mastella, diretor de Comercialização e Logística.
Pelas regras da companhia, o grupo calcula o aumento com base no avanço do petróleo e do dólar, levando em conta a volatilidade nos preços, e informa na véspera o governo e integrantes do Conselho de Administração.
Desde a semana passada já havia circulado entre o alto escalão da companhia a intenção do grupo liderado por Coelho em reajustar gasolina e diesel com percentuais entre 9% e 11%. Esse valor iria cobrir boa parte da defasagem no exterior nas últimas semanas, destacou uma fonte.
Porém, essa fonte explicou que, como o cálculo do percentual de reajuste cabe à diretoria executiva, esses percentuais podem ser alterados de última hora, pois a “prestação de contas é feito a posteriori”. Em razão disso se chegou a consenso de que variação poderia ficar entre 6% e 7%.






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