O pré-candidato ao governo de Santa Catarina pelo Partido Missão, ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL), Marcelo Brigadeiro, afirmou em um podcast que entregou um homem, suspeito de roubo, a traficantes no morro Santa Marta, no Rio de Janeiro.
Segundo o relato, o episódio ocorreu após ele flagrar o suposto crime no bairro de Botafogo. Ao conduzir o homem até a comunidade, Brigadeiro disse que tinha consciência de que a atitude poderia resultar na morte da vítima.
A declaração gerou forte repercussão e levanta questionamentos sobre a necessidade de investigação por parte das autoridades de segurança pública do Rio de Janeiro.
Relato detalha momento da entrega
Durante a entrevista, Brigadeiro descreveu o momento em que chegou ao local e encontrou indivíduos armados. Ele contou que a vítima teria implorado para não ser deixada ali.
De acordo com o pré-candidato, a decisão foi tomada mesmo diante dos pedidos, e ele reconheceu que, naquele instante, sabia das possíveis consequências do ato.
A fala repercutiu nas redes sociais e foi amplamente criticada por internautas, que destacaram a gravidade da declaração.
Trajetória e posicionamentos
Marcelo Brigadeiro é ex-lutador de Luta Livre, com participação em eventos da modalidade e faixa-preta. Após encerrar a carreira nos ringues, passou a atuar como treinador e produtor de conteúdo digital.
No campo político, ele defende medidas mais rígidas no sistema prisional e propõe a criação de um presídio chamado “Inferno Catarina”.
Entre as ideias apresentadas estão restrições mais severas aos detentos, como limitação de banho de sol, alimentação sem temperos e trabalho obrigatório em atividades de construção pesada.
Proposta de endurecimento penal
Brigadeiro afirma que o objetivo do projeto é tornar o ambiente prisional mais rigoroso, desestimulando a reincidência criminal.
Segundo ele, o presídio deveria ser um local que o detento “não queira voltar”, reforçando sua defesa por punições mais duras no sistema carcerário.
As declarações, somadas ao episódio relatado no podcast, aumentaram a visibilidade do pré-candidato, mas também intensificaram as críticas sobre suas propostas e condutas.






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