A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) conseguiu adiar o cumprimento do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que previa a modernização de equipamentos para reduzir a poluição emitida pela siderúrgica em Volta Redonda (RJ).
O acordo inicial, assinado em 2018, estipulava que a empresa teria até setembro de 2023 para se adequar às exigências ambientais, mas o prazo foi prorrogado até 2026 pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea). Esta é a quarta vez que a CSN descumpre o TAC.
A empresa justificou o adiamento alegando que 92% das obrigações previstas no acordo já foram cumpridas, destacando as dificuldades impostas pela pandemia.
A CSN afirmou que os principais equipamentos de controle de emissão de poluentes já estão em processo de finalização ou em obras, negando que a solução só estará disponível em 2026. Além disso, ressaltou que investiu mais de R$ 1 bilhão nas adequações, superando os R$ 300 milhões inicialmente previstos no TAC.
Apesar disso, a siderúrgica foi multada em R$ 7,5 milhões pelo não cumprimento completo do acordo. O Inea, por meio da Comissão Estadual de Controle Ambiental, aprovou a prorrogação do prazo para que a CSN finalize o restante das obrigações.
A poluição gerada pela CSN, especialmente o chamado “pó preto”, continua sendo uma preocupação para a população de Volta Redonda. Em julho deste ano, moradores protestaram na cidade exigindo o direito a um ambiente mais limpo.
Mesmo com a prorrogação, a CSN afirmou que a cidade não está entre as que estão em “alerta vermelho” por conta da poluição, segundo o sistema Vigiar do Ministério da Saúde.
Com informações do g1





