O Conselho de Sentença do 4º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro absolveu quatro policiais militares acusados do envolvimento nas mortes de Edmea da Silva Euzébio, uma das líderes do movimento Mães de Acari, e de sua sobrinha, Sheila da Conceição. O crime ocorreu em 19 de janeiro de 1993, no estacionamento da estação do metrô da Praça 11, no Centro.
A absolvição de Eduardo José Rocha Creazola, Arlindo Maginário Filho, Adilson Saraiva Hora e Luis Claudio de Souza foi motivada sob a alegação de ausência de provas.
Edmea visitou um antigo presídio na Rua Frei Caneca, onde teria obtido informações sobre a Chacina de Acari, crime ocorrido em julho de 1990. Ao sair do local, ela foi assassinada junto com sua sobrinha.
Na época do crime, três dos acusados atuavam como policiais militares, enquanto Luiz Carlos era motorista do então subprefeito da Barra da Tijuca, Eduardo Paes, atual prefeito do Rio de Janeiro.
O movimento Mães de Acari foi formado por mães de 11 jovens da Favela do Acari, que desapareceram em circunstâncias misteriosas. O caso, conhecido como Chacina de Acari, ganhou repercussão internacional.
A Comissão Interamericana de Direitos Humanos apresentou o caso à Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) em maio de 2022. O órgão considerou que as vítimas foram vítimas de desaparecimento forçado por agentes do Estado e que falhas na investigação prejudicaram a elucidação do caso.
A decisão recomendou reparações materiais e apoio psicológico às famílias das vítimas, além de preservar o trabalho realizado pelo movimento Mães de Acari.
Com informações do g1





