A prisão de um miliciano em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, revelou um esquema de extorsão que obrigava comerciantes a pagar semanalmente entre R$ 20 e R$ 70 à milícia. O valor era determinado pelo tamanho do estabelecimento e pelo potencial de lucro.
O criminoso, conhecido como “Magrinho”, foi detido na última quarta-feira (26/3) em uma operação conjunta da Polícia Civil (PCRJ) e da Polícia Militar (PMRJ), informa a coluna Na Mira, do Metrópoles. Ele foi preso em flagrante enquanto cobrava taxas de comerciantes no bairro Lote XV. Segundo as investigações, “Magrinho” faz parte do grupo liderado por Diego Santos de Souza, o “Cabeça de Ouro”, e estaria envolvido em diversos homicídios.
A milícia atua em várias localidades da região, incluindo Parque Esperança, Wona, Vale das Mangueiras, Luz, Parque dos Ferreiras, Vasco, Parque Fluminense e Lote XV. O grupo realiza cobranças periódicas sob ameaça de agressão ou execução para quem se recusar a pagar.
As autoridades descobriram que estabelecimentos como lojas de acessórios, laticínios, depósitos e agropecuárias estavam entre os alvos do esquema criminoso. No entanto, muitos comerciantes se recusam a prestar depoimento por medo de represálias. A polícia segue investigando o caso para desarticular a organização e prender outros envolvidos.





