A Polícia Civil investiga um caso de agressão contra um designer dentro de um bar no Centro de Mesquita, na Baixada Fluminense. Michel Fernandes Cardoso, de 38 anos, denunciou que foi atacado com uma garrafa de vidro após sofrer ofensas homofóbicas.
Segundo o registro feito na 53ª DP (Mesquita), o caso ocorreu na madrugada da última sexta-feira (10), em um estabelecimento na Rua Romildo Souza Bastos. De acordo com o relato o vítima, um homem começou a atacar Michel, dizendo que não tolerava pessoas homossexuais e que a orientação sexual existia por “falta de porrada”.
A vítima relatou que reagiu às falas e pediu que o homem parasse. Em seguida, o suspeito teria partido para a agressão, o derrubado e atacado.
Agressões
Ainda conforme o depoimento, já no chão, o agressor quebrou uma garrafa de vidro e passou a atingir o rosto da vítima, causando cortes profundos na testa, no nariz e próximo aos olhos.
O designer conseguiu se desvencilhar ao arremessar uma cadeira em direção ao homem. Ele também afirmou que, no momento da agressão, havia cerca de dez pessoas no local, mas ninguém interveio.
Policiais do 20º BPM (Mesquita) foram acionados e socorreram Michel para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Edson Passos, onde ele recebeu suturas.
Suspeito negou acusações
Na última segunda-feira (13), o suspeito compareceu à delegacia e apresentou sua versão. Segundo ele, Michel teria iniciado a confusão ao jogar um copo em sua direção, o que motivou a reação. O homem negou ter feito ofensas homofóbicas.
A Coordenadoria de Diversidade Sexual da Prefeitura de Mesquita informou que acompanha o caso e classificou a agressão como grave. “Fiquei ciente desse caso por um grande amigo. Homofobia e transfobia não passarão. Não aceitaremos isso no município. Parem de nos matar, parem de nos agredir”, disse Paulinha Unica.
Segundo a pasta, Michel foi encaminhado, junto a um amigo, ao Centro de Cidadania LGBTQIAPN+ Baixada III, onde recebeu acolhimento, orientação jurídica e acompanhamento psicológico por meio do Programa Rio Sem LGBTIfobia.
O órgão também destacou que seguirá acompanhando o caso junto às autoridades competentes para que os fatos sejam apurados.
O caso foi registrado como lesão corporal, mas a vítima pede que a investigação considere a possibilidade de tentativa de homicídio. A Polícia Civil informou que diligências estão em andamento para apurar os fatos.






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