A Polícia Civil e o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) fizeram, nesta quarta-feira (12), a segunda fase da Operação Market Fake, que investiga o golpe do falso anúncio. A ação teve como alvo o núcleo responsável pela lavagem do dinheiro do esquema, atribuído a integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP). Quatro pessoas que comandavam o golpe tiveram a prisão decretada e são consideradas foragidas.
Segundo as investigações, o grupo movimentou pelo menos R$ 4 milhões nos últimos três anos com dinheiro de roubos, extorsões e estelionatos. Nesta etapa, agentes da 23ª DP (Méier) também cumpriram 13 mandados de busca e apreensão.
As ordens judiciais foram cumpridas em Belford Roxo, São Gonçalo e Araruama, no estado do Rio, e em Cubatão, no litoral de São Paulo. A operação busca identificar e interromper a estrutura financeira utilizada pelos investigados para ocultar os valores obtidos com os crimes.
Como funcionava o golpe
De acordo com a investigação, criminosos publicavam anúncios falsos de veículos em plataformas digitais e atraíam interessados para comunidades de Belford Roxo com a promessa de negociação de carros.
Quando as vítimas chegavam ao local combinado, eram sequestradas e mantidas sob ameaça. Os criminosos exigiam transferências bancárias, além da entrega de celulares, cartões, dinheiro e outros objetos pessoais.
A Polícia Civil afirma que o grupo mantinha uma estrutura organizada para aplicar o golpe. Pessoas eram recrutadas para publicar os anúncios fraudulentos, o que, segundo os investigadores, dificultava a identificação dos integrantes responsáveis pelo esquema.
Primeira fase prendeu 28 pessoas
A primeira fase da Operação Market Fake foi realizada em junho de 2023. Na ocasião, 28 pessoas foram presas.
Segundo as investigações, as vítimas eram levadas para a região do Parque São José, em Belford Roxo, onde eram obrigadas a realizar transferências via Pix, contratar empréstimos e entregar cartões bancários aos criminosos.
Os relatos do inquérito apontam que algumas vítimas sofreram agressões e foram submetidas a ameaças durante o período em que permaneceram em poder dos criminosos.
Uma das vítimas contou ter permanecido cerca de quatro horas sequestrada. Segundo o relato, ela e um acompanhante foram abordados por homens armados e levados para um beco na comunidade.
Durante o sequestro, os criminosos conseguiram entrar em contato com a esposa da vítima e exigiram um Pix de R$ 10 mil. Depois do pagamento, os dois foram liberados, mas tiveram outros pertences roubados, como celulares, alianças, cordão e dinheiro.
As investigações da segunda fase buscam agora esclarecer a estrutura financeira do grupo e identificar outros envolvidos na movimentação e ocultação dos recursos obtidos com os crimes.







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