A Polícia Civil fez, nesta segunda-feira (27), uma operação contra suspeitos de comprar e financiar vídeos de abuso sexual envolvendo uma menina de 13 anos. O material era comercializado pela internet por meio de um esquema que simulava rifas digitais. Três pessoas foram presas.
Agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços da capital, Baixada Fluminense e do interior do estado. Os policiais também apreenderam celulares dos investigados.
Durante as ações, um homem foi detido em flagrante com arquivos de pornografia infantil em um dos aparelhos. Outras quatro pessoas prestaram depoimento sobre o caso.

Início das investigações
A investigação teve início a Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV) descobriu que uma mãe vendia conteúdos pornográficos da própria filha através de rifas.
“A ação se iniciou mediante uma denúncia de que haveria uma mãe comercializando rifas em que o prêmio eram as fotos da própria filha. A partir de então, as investigações foram iniciadas, o que deu início a uma primeira fase dessa ação”, informou a delegada Maria Luiza Machado, da DCAV.
No decorrer do processo, os agentes descobriram que a adolescente gravava o material junto do namorado, já adulto. Ele foi detido em janeiro.
“Com o tempo, nós verificamos que, com a extração desses dados, haviam grupos de aplicativos de mensagem vendendo essas imagens envolvendo a adolescente de 13 anos, em que ela produziu o conteúdo e o seu próprio namorado agenciava”, detalhou.
Envolvidos presos
A análise dos equipamentos apreendidos na época levou os investigadores a identificar quem adquiria e incentivava a divulgação dos vídeos. Os nomes não foram divulgados.
“Nós realizamos o desdobramento que abarcou os compradores desse conteúdo, membros desse grupo investigados tanto pelo crime de consumo, armazenamento e compra desse material pornográfico envolvendo a adolescente, quanto pela associação criminosa”, finalizou.






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