Polícia apura ligação entre mortes de 2 ex-milicianos no Rio de Janeiro

Os assassinatos de dois ex-milicianos, em 24 horas, podem ter relação com a disputa pelo poder entre a milícia e o tráfico de drogas no Rio, uma guerra que nos últimos meses levou terror aos moradores da Zona Oeste. O corpo do chefe da Gardênia Azul (foto), Leandro Siqueira de Assis, conhecido como Gargalhone, foi…

Os assassinatos de dois ex-milicianos, em 24 horas, podem ter relação com a disputa pelo poder entre a milícia e o tráfico de drogas no Rio, uma guerra que nos últimos meses levou terror aos moradores da Zona Oeste.

O corpo do chefe da Gardênia Azul (foto), Leandro Siqueira de Assis, conhecido como Gargalhone, foi encontrado na noite nesta terça-feira, 2, com inúmeras marcas de tiros, dentro de um carro alugado, na Avenida Ayrton Senna, na Barra da Tijuca.

Seis horas após a morte de Gargalhone,  aconteceu um duplo homicídio, a 200 quilômetros da Barra, em Búzios, balneário badalado da Região dos Lagos.

Quatro homens encapuzados executaram dois homens num bar. Um dos mortos chefiou a milícia da Chacrinha, do Bateau Mouche e do Morro do Jordão, principalmente. Todas essas comunidades ficam na região de Jacarepaguá.

De acordo com a polícia, Horácio Souza Carvalho vendeu a milícia do Jordão para traficantes com quem se associou.

Horácio chegou a ser condenado a 22 anos de prisão, mas, a menos de um mês, recebeu autorização judicial para cumprir o restante da pena em casa e trabalhar como auxiliar de serviços gerais. A outra vítima foi Maicon Batista Passos. Depois do duplo homicídio foram presos Matheus da Silva Gomes, apontado pelos investigadores como miliciano; Taylor Vidal Bruno, agente penitenciário; Ronaldo da Costa SilvaPM; e Cristiano Nascimento Sá, PM.

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