A ONG Redes da Maré revelou, na segunda-feira, que equipes da Polícia Militar colocaram blocos de concreto em quatro ruas do complexo, bloqueando acessoas às comunidades Nova Holanda e Parque Maré. No mesmo dia, foi contabilizada a 38ª operação policial na região, que deixou 23 escolas, das redes municipal e estadual, fechadas.

No site institucional, a ONG emitiu uma nota a respeito dos blocos de concreto, afirmando que os bloqueios prejudicam “a livre circulação de veículos para abastecimento do comércio local, entregas para a população, bem como a atividade de construção civil e circulação da população”. A Redes da Maré estima que há quase 3.200 empreendimentos no complexo, que reúne 16 comunidades.
A operação da PM, na segunda-feira, visava ao combate do roubo de cargas na região. Equipes dos batalhões de Choque (BPChq) e de Operações Especiais (Bope) estiveram na favela Parque União, onde retiraram barricadas.
Nesta terça-feira, uma operação da Polícia Civil, com apoio do Gaeco, grupo do Ministério Público, mira o cumprimento de prisão contra 16 pessoas suspeitas de integrarem uma quadrilha de roubos de cargas na Baixada Fluminense. Segundo as investigações, o bando levava para a Nova Holanda, na Maré, parte do material adquirido de forma ilegal.
A reportagem procurou a PM a respeito dos blocos de concreto na Maré, mas, até o momento desta publicação, não havia sido respondido.
Com informações do GLOBO.





