A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prisão preventiva da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), após a parlamentar deixar o Brasil no fim de semana. A informação foi revelada pelo g1, que apurou que o pedido foi encaminhado pelo subprocurador-geral da República Carlos Frederico Santos, coordenador do grupo da PGR que atua nos processos relacionados ao 8 de Janeiro.
Também consta do pedido a inclusão do nome da parlamentar na lista de difusão vermelha da Interpol.
Zambelli viajou para a Itália 20 dias depois de ter sido condenada pelo STF a três anos e seis meses de prisão em regime aberto por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma. Na ocasião, o tribunal também determinou a perda do mandato da deputada, decisão que ainda depende da análise da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados. A defesa da parlamentar recorreu da sentença.
Nas redes sociais, Carla Zambelli afirmou que vai pedir licença do cargo de deputada. “Estou indo à Itália, país do qual também sou cidadã, para resolver questões pessoais. Não há qualquer irregularidade na minha saída”, declarou. Ela afirmou ainda que não foi notificada de qualquer restrição judicial que impedisse sua viagem e que comunicou previamente a Câmara dos Deputados.
O pedido da PGR alega que a ausência do país e a falta de comunicação prévia à Justiça comprometem a aplicação da lei penal, justificando a prisão preventiva. “A saída do território nacional sem a devida autorização judicial, especialmente após condenação com perda de mandato, demonstra risco concreto de fuga e obstrução da Justiça”, sustenta o documento encaminhado ao Supremo.
Carla Zambelli tem sido alvo de outras investigações relacionadas aos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Ela nega envolvimento e afirma ser vítima de perseguição política.
A decisão sobre o pedido de prisão preventiva caberá ao ministro Luiz Fux, relator do caso.
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