PF resgata nove pessoas em trabalhos análogos à escravidão em garimpos ilegais no Pará (Veja vídeo de balsas destruídas)

Nove pessoas em condições precárias de trabalho, análogas à escravidão, foram resgatadas em operações da Polícia Federal (PF) no garimpo Canaã dos Carajás, em Marabá, no sudeste do Pará. Ao todo, segundo a PF, quatro operações simultâneas iniciadas na madrugada de ontem e divulgadas hoje (30) também resultaram na prisão de duas pessoas em flagrante…

Nove pessoas em condições precárias de trabalho, análogas à escravidão, foram resgatadas em operações da Polícia Federal (PF) no garimpo Canaã dos Carajás, em Marabá, no sudeste do Pará.

Ao todo, segundo a PF, quatro operações simultâneas iniciadas na madrugada de ontem e divulgadas hoje (30) também resultaram na prisão de duas pessoas em flagrante por extração ilegal de recursos minerais e crimes ambientais.

“Foram dezenas de equipamentos apreendidos e inutilizados em garimpos e locais de beneficiamento de cobre, ouro e manganês, nos municípios de Canaã dos Carajás, Curionópolis, Parauapebas e Marabá”, informou a PF.

A operação também contou com o apoio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) e da Força Nacional de Segurança Pública.

De acordo com a PF, as operações Farra do Manganês, Sete Nove 25, Serra Leste e Vila Nova Jerusalém, mobilizaram mais de 100 agentes e cumpriram 20 mandados de busca e apreensão.

“Foram inutilizadas 17 escavadeiras e tratores, quatro britadores, quatro geradores, dois veículos e vários outros equipamentos como esteiras, motores-bomba e motores estacionários. Uma pistola e duas escavadeiras foram apreendidas – essas, entregues a depositários fiéis”, informou a polícia.

No garimpo Nova Jerusalém, onde agentes encontraram os nove trabalhadores em condições degradantes de trabalho, foram queimados 11 guinchos eixos de suspensão, 11 estruturas de extração de cobre, apreendidos 25 quilos de explosivos, 50 metros de cabos detonadores e 50 espoletas de detonação, conforme a PF comunicou.

Além disso, a guarnição relatou que também foram implodidos postes de energia e transformadores de energia clandestina que alimentava o funcionamento do garimpo. As inutilizações de maquinários ocorrem, sob previsão legal, quando há impossibilidade de remoção do local.

Pela atividade ilegal não estar alinhada com uma forma de meio ambiente sustentável, a PF reiterou a ocorrência de danos à natureza. Se confirmada a hipótese criminal, os responsáveis poderão responder por crimes ambientais, crime de usurpação de recursos da União (extração ilegal de minério), associação criminosa, dentre outros. As investigações seguem em andamento, segundo a polícia.

Com informações do G1.

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