PF pede hoje imagens de câmeras do aeroporto de Roma para esclarecer caso da agressão a Moraes

Diante de versões rigorosamente antagônicas e incompatíveis, apenas o acesso ao circuito de câmeras do aeroporto de Roma poderá esclarecer o que realmente aconteceu. O ministro Alexandre de Moares relatou a PF que ele e sua família foram moralmente atacados e que seu filho chegou a ser agredido fisicamente pelos três brasileiros. Estes, por sua,…

Diante de versões rigorosamente antagônicas e incompatíveis, apenas o acesso ao circuito de câmeras do aeroporto de Roma poderá esclarecer o que realmente aconteceu. O ministro Alexandre de Moares relatou a PF que ele e sua família foram moralmente atacados e que seu filho chegou a ser agredido fisicamente pelos três brasileiros. Estes, por sua, dizem exatamente o oposto: eles é que foram agredidos pelo ministro e por seu filho.

A polícia italiana entregará ainda nesta semana à Polícia Federal do Brasil as imagens do circuito interno de TV do aeroporto de Roma que captaram o episódio da agressão de brasileiros ao ministro Alexandre de Moraes, na sexta-feira.

As imagens já foram preservadas e serão solicitadas pela adidância da PF na Itália por cooperação internacional nesta segunda-feira.

Elas deverão servir para que a PF elimine a divergência entre as versões do próprio ministro, que fez uma representação à PF relatando o episódio, e os três acusados de agressão: o empresário Roberto Mantovani Filho, sua mulher, Andreia Munarão, e o genro do casal, o corretor de imóveis Alexandre Zanatta.

Neste domingo, os três contaram uma história diferente sobre o que aconteceu no aeroporto no início da noite de sexta.

No relato à PF, Moraes afirmou que a confusão começou quando Andreia Munarão se aproximou dele e o chamou de “bandido, comunista e comprado”.

Em seguida, Mantovani teria passado a gritar e dado um tapa nos óculos do filho do ministro, que também se chama Alexandre. Depois disso, os agressores teriam seguido a família até a sala VIP do aeroporto, onde a discussão continuou.

O ministro não estava com escolta policial no momento da abordagem. Ele voltava de uma palestra na Universidade de Siena, onde participou de um fórum internacional de direito.

Moraes contou ainda que alertou o grupo de que tiraria fotos de todos eles e representaria à PF, e incluiu as fotos no documento.

Os três, mais o filho de Mantovani que teria ajudado a conter as agressões, foram intimados a depor neste domingo (16), mas só Zanatta compareceu.

À PF, ele afirmou que não estava presente no início da discussão e disse que só foi chamado quando a situação já estava praticamente resolvida. Zanatta disse ainda que não ofendeu ninguém.

Já Mantovani e Andreia não prestaram depoimento, alegando que estavam em um compromisso fora de Piracicaba quando foram intimados a depor pela Polícia Federal da cidade.

O advogado que defende a família apresentou por nota,ontemà noite, uma versão fantasiosa. A agressão teria partido de um estranho, eles intervieram para apaziguar os ânimos e foram ofendidos pelo ministro e por sua família. São, portanto, não apenas inocentes como vítimas.

Esse é o tipo de divergência que as imagens do circuito interno do aeroporto poderão esclarecer, já que até agora ainda não apareceram imagens do episódio em si. O grupo do ministro tirou fotos de Mantovani, Andreia e Zanatta, mas não chegou a filmar a confusão.

(Com informações de Malu Gaspar, do Globo on-line)

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