Grandes agropecuaristas e também ruralistas de médio porte enviaram caminhões a Brasília para participar dos atos em defesa de um golpe de estado, engtre o fim do ano passado e o 8 de janeiro deste ano. Uma parte dos caminhões teve seus proprietários já identificados.
Empresas do agronegócio são donas de ao menos 54 caminhões enviados a Brasília para participar dos atos golpistas de 8 de janeiro. No total, esses empreendimentos somam R$ 412,6 milhões de faturamento anual.
Foram identificados 272 caminhões que integraram comboios a Brasília a partir do dia 4 de novembro. Entre eles, 93% estão registrados em apenas quatro estados: 136 em Mato Grosso; 46 na Bahia; 46 em Goiás; e 26 no Paraná. Sorriso (MT), com 72; e Luis Eduardo Magalhães (BA), com 22; cidades onde Jair Bolsonaro (PL) venceu as eleições de 2022.
Segundo relatório elaborado pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e enviado à CPI dos Atos Golpistas, 132 caminhões estão registrados em nome de pessoas jurídicas, o que indica o envolvimento de grupos empresariais no financiamento do acampamento em frente ao QG.
Os demais caminhões (140) estão registrados em nome de pessoas físicas, mas não pertenciam a caminhoneiros autônomos. Grande parte dos indivíduos identificados como proprietários tem participação societária relevante em empresas de médio porte do agronegócio.
Veja o nome das empresas:








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