Na casa da deputada Lucinha (PSD) foram encontrados R$ 140 mil e duas pistolas pela Polícia Federal, que deflagrou na manhã desta segunda-feira (18) a Operação Batismo, que investiga a ligação da parlamentar com milicianos. Ela foi afastada do exercício do mandato pelo Tribunal de Justiça do Rio.
Lucinha prestou depoimento por duas horas e meia na Superintendência da PF, acompanhada por uma advogada. De óculos escuros, máscara, cabelos presos, ela chegou em uma picape preta, escoltada por agente . Ela deixou o prédio da corporação às 12h20 e não falou com a imprensa. Ela chorou quando os policiais estavam em sua casa.
A Justiça determinou o afastamento imediato da parlamentar das funções legislativas, proibição de manter contatos com determinados agentes públicos e políticos, bem como proibição de frequentar a casa legislativa.
As investigações do MP conseguiram evidências do envolvimento da parlamentar com Zinho, um dos criminosos mais procurados do estado. A quadrilha dele atua em bairros da Zona Oeste, como Campo Grande e Santa Cruz.
O motorista particular da deputada Lucinha (PSD) chegou por volta 10h40 à sede da Polícia Federal e a levou do local por volta das 12h30. O funcionário chegou dirigindo o Jeep Compass blindado da parlamentar, mesmo veículo utilizado quando a deputada sofreu uma tentativa de sequestro por criminosos, em Campo Grande, no início do mês de outubro.
Na ocasião, ela e o motorista foram levados para comunidade Vila Kennedy, na Zona Oeste, por bandidos em fuga. O carro foi recuperado pela polícia logo depois.
A ação desta segunda é um desdobramento da operação Dinastia, deflagrada pela PF em agosto de 2022. Cerca de 40 policiais federais foram mobilizados para cumprir oito mandados de busca e apreensão expedidos pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio. Os agentes foram para os bairros de Campo de Grande, Santa Cruz e Inhoaíba, todos na Zona Oeste. Equipes estiveram também no gabinete de Lucinha na Assembleia Legislativa (Alerj), no Centro do Rio.
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