A Petrobras anunciou planos para perfurar 15 poços na Margem Equatorial brasileira até 2029, como parte de seu plano estratégico 2025-2029, divulgado nesta semana. Ao todo, serão perfurados 51 novos poços, com um investimento de US$ 7,9 bilhões na exploração de diversas áreas.
Além da Margem Equatorial, que receberá US$ 3 bilhões, estão previstas perfurações em bacias do Sul e Sudeste (25 poços, US$ 3,2 bilhões) e em outras localidades, incluindo países como Colômbia e África do Sul (US$ 1,7 bilhão).
A estatal está em fase de avaliação de duas descobertas na bacia Potiguar e aguarda licença ambiental para explorar a região denominada “Amapá Águas Profundas”, na Foz do Amazonas. A Petrobras busca recompor suas reservas em preparação para o declínio dos grandes reservatórios do pré-sal, esperado a partir de 2030.
Exploração depende de autorização do Ibama
O Ministério Público Federal (MPF) recomendou ao Ibama que solicite complementações de estudos à Petrobras antes de decidir sobre a exploração na Foz do Amazonas. O MPF destacou a necessidade de cumprimento das exigências legais pela Petrobras e de agilidade no processo por parte do Ibama, alertando para riscos ao meio ambiente caso as condições não sejam atendidas.
Um estudo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) indica que a Margem Equatorial pode conter até 10 bilhões de barris de óleo recuperável. Caso a exploração avance, as reservas brasileiras podem aumentar em até 30%, com destaque para os 5,1 bilhões de barris recuperáveis e 167 bilhões de metros cúbicos de gás na região noroeste da Foz do Amazonas.
Com informações de IstoÉ Dinheiro





