A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, garantiu, nesta sexta-feira (4), durante evento no Rio de Janeiro com a presença do presidente Lula e ministros, que a operação da estatal na Margem Equatorial brasileira será conduzida de maneira segura. A região, que se estende de Rio Grande do Norte ao Amapá, tem gerado preocupações entre ambientalistas devido à sua proximidade com a foz do rio Amazonas.
“Nosso histórico de zelo pelas pessoas, pelo meio ambiente e pelo patrimônio próprio e de terceiros vai garantir uma operação segura em todas as áreas da Petrobras, inclusive na Margem Equatorial”, afirmou Chambriard, ressaltando que a Petrobras está comprometida com a segurança e sustentabilidade de suas atividades.
Além disso, a presidente da Petrobras destacou que a companhia tem se empenhado na transição energética do Brasil, com investimentos na produção de combustíveis renováveis. “Não são combustíveis do futuro, são combustíveis do presente”, enfatizou, destacando os avanços na fabricação de energias renováveis pela estatal.
Durante o evento, Magda também celebrou o retorno dos investimentos em refino e petroquímica no estado do Rio de Janeiro. A Petrobras anunciou um aporte de R$ 33 bilhões até 2029 para o setor, com destaque para os R$ 6,26 bilhões que serão destinados à Refinaria Duque de Caxias (Reduc). Outros R$ 860 milhões serão aplicados na modernização da central termelétrica de Caxias, visando melhorar a eficiência energética da unidade.
A Petrobras também fará investimentos significativos no Complexo de Energias Boaventura (antigo Comperj), em Itaboraí, e na Braskem, com o objetivo de aumentar a produção de polietileno. Para Magda Chambriard, esses projetos são fundamentais para integrar as operações no estado e ampliar a produção de combustíveis nos próximos anos, com destaque para o gás natural do pré-sal.
Chambriard reforçou que o foco da Petrobras está na integração de seus principais ativos, como a Reduc, o Complexo de Energias Boaventura e a Braskem, para transformar o Rio de Janeiro em um polo ainda mais relevante na indústria petroquímica e de energia.
Esse movimento visa não apenas fortalecer a economia local, mas também contribuir para o avanço das metas de transição energética do país.





