O Conselho de Administração da Petrobras aprovou nesta quinta-feira a antecipação do pagamento de R$ 43,7 bilhões em dividendos a seus acionistas, como remuneração pelo resultado do terceiro trimestre de 2022, quando a empresa teve lucro líquido de R$ 46,11 bilhões. Para os cofres do governo federal, maior acionista, irão R$ 16 bilhões.
A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, criticou a decisão.
“Passada a eleição volta a sangria na Petrobras. Está preparando a distribuição de R$ 50 bilhões em dividendos. Não concordamos com essa política que retira da empresa sua capacidade de investimento e só enriquece acionistas. A Petrobras tem de servir ao povo brasileiro.”
Gleisi afirma que a antecipação de dividendos agora é uma forma de cobrir os gastos eleitorais do Governo Bolsonaro.
Em mensagem no Twitter, o deputado eleito Guilherme Boulos (PSOL-SP) também criticou a decisão da Petrobras.
“Absurdo! Petrobras decidiu hoje distribuir dividendos bilionários aos acionistas com base em expectativa de lucro futuro. Começou a pilhagem de fim de mandato!”.
A Federação Única dos Petroleiros e a Anapetro, que representa petroleiros acionistas da estatal, defendem que a decisão pelos dividendos deveria ficar com a próxima gestão da companhia, que assumirá após a posse do presidente Lula.
A Petrobras já distribuiu aos acionistas R$ 136,6 bilhões pelo lucro dos dois primeiros trimestres. Somando os R$ 43,7 bilhões do terceiro trimestre, o desempenho de 2023 terá rendido R$ 180 bilhões.
Em nota à Comissão de Valores Mobiliários, a Petrobras afirma que o valor “é compatível com a sustentabilidade financeira da companhia no curto, médio e longo prazo e está alinhada ao compromisso de geração de valor para a sociedade e para os acionistas”.
De acordo com relatório da gestora Janus Henderson, a Petrobras foi a maior pagadora de dividendos entre todas as companhias do mundo negociadas em Bolsa, durante o primeiro semestre.






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