Pedro Paulo diz que reforma administrativa pode contemplar medidas de ajuste fiscal

Inclusão desses temas atende a uma solicitação do presidente da Câmara, Hugo Motta

Janaína Lisboa

O deputado federal Pedro Paulo, relator do grupo de trabalho responsável pela reforma administrativa, afirmou que o parecer em elaboração poderá contemplar também medidas de ajuste fiscal. Entre os pontos em análise, estão a desvinculação dos benefícios previdenciários do salário mínimo e a flexibilização dos pisos constitucionais de investimentos em saúde e educação, atualmente atrelados à receita da União.

Segundo o parlamentar, a inclusão de temas fiscais no escopo da reforma atende a uma solicitação do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). Na semana passada, Motta criticou declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e ressaltou que o Executivo “não pode gastar sem freio e depois passar o volante ao Congresso”.

Pedro Paulo acrescentou que, além das desvinculações, outras propostas podem ser incorporadas ao texto da reforma administrativa caso o governo federal não apresente, no prazo de dez dias, alternativas estruturais para equilibrar o Orçamento. Entre as possibilidades, estão a revisão de renúncias tributárias e da política de desoneração. O prazo foi estipulado pela Câmara como resposta à sugestão do governo de aumentar a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), medida que enfrenta resistência entre os parlamentares.

Na última quinta-feira, o presidente da Câmara oficializou a criação do grupo de trabalho para discutir a reforma administrativa, estagnada no Congresso há anos. O coordenador dos debates reiterou que a proposta não afetará direitos adquiridos ou salários dos servidores públicos, mas buscará combater privilégios, como os chamados supersalários.

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading