Uma perseguição policial terminou com o resgate dramático de uma criança de apenas 2 anos na tarde desta segunda-feira (2), em Hortolândia, no interior de São Paulo. O pai da menina foi preso após sequestrar a própria filha, ameaçar atear fogo no carro com ela dentro e capotar o veículo durante a fuga.
De acordo com a Polícia Militar, a mãe da criança procurou uma base da corporação no bairro Jardim Amanda, relatando que o ex-marido havia levado a filha sem consentimento. Ela também apresentou áudios enviados pelo homem com ameaças de incendiar o veículo com a menina no interior.
Compra de combustível e fuga
Segundo as investigações iniciais, o suspeito passou em um posto e comprou galões de combustíveis antes de seguir em direção a uma área de mata na divisa entre Hortolândia, Sumaré e Monte Mor. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento da compra, o que reforça a suspeita de premeditação.
Nas mensagens enviadas à ex-companheira, ele teria dito que queria que ela fosse até o local para presenciar o ato.
Com as informações, equipes da PM iniciaram buscas na região e localizaram o carro trafegando na contramão em uma estrada vicinal. Ao perceber a aproximação das viaturas, o motorista tentou fugir em alta velocidade. Durante a perseguição, ele perdeu o controle da direção e o veículo capotou. Ao chegarem ao local, os policiais ouviram o choro da criança dentro do automóvel.
Os agentes precisaram quebrar o vidro traseiro para retirar a menina. Segundo a PM, tanto o homem quanto a criança estavam com com etanol espalhado pelo corpo. Durante a fuga, o suspeito teria aberto um galão e jogado o líquido sobre si e sobre a filha.
Apesar da gravidade da situação, a criança sofreu apenas escoriações leves e foi encaminhada a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para avaliação médica. Ela não apresentava ferimentos graves.
Prisão e crimes investigados
O homem, de 34 anos, foi preso em flagrante, mas a Polícia Civil pediu a prisão preventiva pelos crimes de tentativa de homicídio, sequestro e ameaça. Nesta terça-feira (3) ele permanece preso e deve passar por audiência de custódia.
Desespero da mãe
A mãe da criança relatou momentos de desespero enquanto aguardava notícias. Segundo ela, houve instantes em que acreditou que a filha não estivesse mais viva.
“Pra mim foi uma eternidade até eles fazerem a chamada de vídeo pra mostrar que ela estava viva. Eu espero que ele não saia da cadeia nunca mais. Se eu tiver que ir pra outra cidade pra minha filha ficar viva, eu vou”, afirmou.
A delegada Nathália Cabral contou que o casal ficou junto por cinco anos, até que a mulher decidiu fugir de casa, em dezembro, porque “não aguentava mais o comportamento dele e as agressões”. Tempos depois, permitiu que o homem mantivesse contato com a filha, pois ele tinha um bom relacionamento com a menina.






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