Pai de jovem suspeito de estupro coletivo é exonerado do cargo de subsecretário no Rio

Subsecretário de Direitos Humanos deixa o cargo após filho ser apontado como um dos envolvidos em crime contra adolescente de 17 anos em Copacabana

O subsecretário de Direitos Humanos do Rio de Janeiro, José Carlos Simonin, foi exonerado do cargo nesta terça-feira (3/3), após seu filho, Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, ser apontado como um dos envolvidos em um estupro coletivo ocorrido em Copacabana. As informações são do Metrópoles.

O jovem é investigado por participação no crime contra uma adolescente de 17 anos. O caso teria ocorrido com o envolvimento de cinco pessoas, entre elas um menor de idade. As circunstâncias do episódio seguem sob apuração das autoridades competentes.

Decisão administrativa

Em nota oficial, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos informou que a exoneração ocorreu em caráter administrativo. Segundo o comunicado, a medida tem como objetivo “resguardar a integridade institucional e assegurar a condução responsável dos fatos noticiados”.

A pasta acrescentou que “as investigações seguem sob responsabilidade das autoridades competentes” e reafirmou “compromisso com a dignidade humana e a preservação da vida”. A exoneração foi formalizada no mesmo dia em que o caso ganhou repercussão.

Trajetória na administração pública

Advogado de formação, José Carlos Simonin integrava o Conselho Gestor do Fundo de Combate à Pobreza e às Desigualdades Sociais (FECP), conforme informações disponíveis no site oficial do governo do estado. Ele também participava do Conselho Gestor do Fundo Estadual de Investimentos e Ações de Segurança Pública e Desenvolvimento (Fised).

Além disso, ocupava a vice-presidência do Conselho Estadual de Assistência Social e já havia atuado como subsecretário de Governança, Compliance e Gestão na Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos. Também contribuiu para a elaboração do Plano Estratégico de Desenvolvimento Econômico e Social do estado.

Investigações em andamento

A Secretaria destacou que a decisão de afastamento não interfere no andamento das investigações, que seguem sob responsabilidade dos órgãos competentes.

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