O prefeito Eduardo Paes (PSD) se despediu nesta quinta-feira (19) do comando da Prefeitura do Rio bem ao seu estilo, em tom de festa cercado por centena de servidores e com o vice-prefeito Eduardo Cavaliere (PSD), que assume o seu lugar. A confraternização foi em frente ao Centro Administrativo São Sebastião, sede do Governo Municipal.
“Obrigado prefeitura do Rio. Uma honra ter tido o Centro Administrativo São Sebastião como meu local de trabalho por 14 anos. Hoje foi o último dia no serviço!”, escreveu Paes em uma postagem de despedida em suas redes sociais.
A saída ocorre dentro do prazo eleitoral para disputar as eleições de outubrpo. Paes é pré-candidato ao governo do Rio.
Despedida com tom político
Nos dias que antecederam a saída, o prefeito já vinha adotando um tom de despedida. Em uma homenagem aos servidores municipais, destacou o papel do funcionalismo na execução de políticas públicas e citou como símbolo o servidor Gyleno, que soma 44 anos de trabalho na Prefeitura.
Paes também sinalizou continuidade administrativa ao mencionar que o vice-prefeito Eduardo Cavaliere deve assumir o comando da cidade. A expectativa é que Cavaliere mantenha as diretrizes da atual gestão.
Apoio nas redes sociais
As publicações de despedida tiveram repercussão entre apoiadores. Internautas elogiaram a trajetória de Paes e incentivaram a candidatura ao governo estadual.
“Rumo ao Palácio Guanabara!”, escreveu um seguidor. Outro destacou grandes eventos realizados durante sua gestão, como Olimpíadas, Copa do Mundo, Jornada Mundial da Juventude e encontros internacionais.
Horas antes da despedida porém, Paes voltou a criticar o governador Cláudio Castro (PL), com quem vem trocando ataques nas redes sociais nas últimas semanas.
O prefeito afirmou que o Rio se tornou o primeiro município a integrar o Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN), aprovado por comissão do Congresso Nacional, e ironizou a ausência do governo estadual no sistema.
“Obviamente o governo do estado do Rio é um dos poucos que não faz parte do sistema”, escreveu.
Disputa institucional sobre transporte
O conflito entre Paes e Castro também envolve questões administrativas. Um dos episódios recentes foi a apreensão de dois ônibus da linha 77 do BRT pelo Departamento de Transportes Rodoviários (Detro), órgão estadual.
Os veículos faziam o trajeto entre Irajá, na Zona Norte, e Mesquita, na Baixada Fluminense. O governo estadual argumenta que a Prefeitura não tem competência para operar linhas intermunicipais.
O caso ampliou o embate político entre as duas gestões, que tende a se intensificar com a aproximação das eleições estaduais.





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