O Paço Imperial inicia neste sábado (28) uma programação especial que celebra seus 40 anos como centro cultural, completados em 2025. O destaque é a exposição “Constelações — 40 anos do Paço Imperial”, que reúne cerca de 160 obras de mais de 100 artistas brasileiros em uma ocupação ampla do espaço.
A mostra se espalha por 12 salões e dois pátios internos, apresentando trabalhos de nomes consagrados como Adriana Varejão, Arthur Bispo do Rosário e Hélio Oiticica, além de novos artistas e produções inéditas criadas especialmente para a ocasião.
Com curadoria de Claudia Saldanha, diretora da instituição, e do professor da UFRJ Ivair Reinaldim, a exposição propõe uma leitura plural da arte brasileira, conectando diferentes gerações, linguagens e suportes.
Exposição propõe diálogo entre gerações e linguagens
Inspirada no conceito de constelação, a mostra abandona uma linha cronológica tradicional e se organiza em nove núcleos temáticos: “Paisagem”, “In Situ”, “Simbiose”, “Construção”, “Geografias”, “Corpos”, “Fortunas”, “Terra e mar” e “Cidade”.
A proposta é criar conexões entre obras e artistas distintos, promovendo encontros visuais e conceituais que ampliam a experiência do visitante. Entre os destaques está a obra “Metaquesma” (1957), de Hélio Oiticica, símbolo da experimentação artística no país.
Outro ponto alto é o núcleo audiovisual com registros históricos das décadas de 1980 e 1990, reunindo trabalhos de artistas como Lygia Clark, Lygia Pape e Tunga, evidenciando a diversidade de expressões presentes na arte contemporânea.
Jardim e obras inéditas ampliam experiência sensorial
Um dos espaços mais simbólicos da exposição é o jardim montado em homenagem a Roberto Burle Marx, criado pela equipe do Sítio Burle Marx. A instalação dialoga diretamente com obras da artista Elizabeth Jobim, criando uma fusão entre natureza e arte.
A exposição também inclui trabalhos inéditos desenvolvidos especialmente para o evento, reforçando o caráter comemorativo e inovador da programação.
Além da mostra principal, o Paço Imperial apresenta outras duas exposições simultâneas. Em “O que sustenta”, o artista Marcelo Silveira propõe uma instalação sensorial com madeira, linho e som. Já em “Toró”, Niura Bellavinha explora temas como transformação e memória colonial em pinturas e esculturas.
Programação inclui atividades educativas e entrada gratuita
A celebração dos 40 anos vai além das exposições, com uma agenda que inclui seminários, oficinas e ações educativas. Também será instalada uma linha do tempo contando a trajetória histórica do edifício, que já foi sede do governo colonial.
A programação segue até o dia 7 de junho, com visitação de terça a domingo e entrada gratuita, ampliando o acesso do público à produção artística nacional.
Serviço
O que: Programação de 40 anos do Paço Imperial
Quando: até 7 de junho (abertura em 28 de março, às 15h)
Horário: terça a domingo e feriados, das 12h às 18h
Quanto: entrada gratuita






Deixe um comentário