Operação para prender suspeitos de assassinato de policial termina com seis presos e um morto em Copacabana

Ação no morro dos Tabajaras mirou envolvidos no assassinato de agente da Core e marido da juíza Tula

Uma operação conjunta da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) resultou na prisão de seis pessoas e na morte de um suspeito na manhã desta segunda-feira (16), no morro dos Tabajaras, em Copacabana. A ação mirava os envolvidos no assassinato do policial civil João Pedro Marquini, ocorrido em março deste ano. As informações são do g1.

Marquini, que era agente da Core e marido da juíza Tula Mello, do 3º Tribunal do Júri do Rio, foi morto no dia 30 de março na região da Grota Funda, na Zona Oeste. Segundo a investigação da DHC, criminosos armados pretendiam roubar os carros do policial e da magistrada para utilizá-los como disfarce e evitar a atenção da polícia.

De acordo com a Polícia Civil, o veículo em que estavam ao menos quatro suspeitos apresentava marcas de tiros de confrontos anteriores com milicianos em Santa Cruz. A disputa por território envolvia, segundo os investigadores, a participação de criminosos ligados ao Comando Vermelho, chamados para reforçar o grupo contra milicianos.

Centro de Saúde fechou devido a intenso tiroteio

Durante a operação desta segunda, houve intenso tiroteio. Um centro municipal de saúde que atende moradores da região suspendeu temporariamente os atendimentos por questões de segurança.

Dois dos envolvidos no crime já haviam morrido em confrontos anteriores com as forças de segurança. Entre eles, estavam Alefe Jonathan Fernandes Rodrigues — que reagiu à abordagem policial e foi morto após troca de tiros — e Vinícius Kleber Di Carlontoni Martins, conhecido como “Cheio de Ódio”.

João Pedro Marquini era um policial experiente da elite da Polícia Civil fluminense. A morte dele teve forte repercussão por envolver diretamente o núcleo do Judiciário estadual, já que sua esposa, Tula Mello, atua em casos de grande visibilidade no Tribunal do Júri.

As investigações continuam para identificar e prender outros envolvidos na emboscada. A Polícia Civil não informou se houve apreensões de armas ou materiais durante a operação.

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