Uma operação realizada na manhã desta sexta-feira (13) pelo Ministério Público de São Paulo busca desarticular um suposto esquema de corrupção, fraudes tributárias e lavagem de dinheiro instalado na Delegacia Regional Tributária 14 (DRT-14), em Osasco, Região Metropolitana de São Paulo.
Ao todo, foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão e dois de prisão temporária em diferentes cidades do estado, incluindo a capital paulista, Osasco, Valinhos e Tupi Paulista.
Durante a ação, o vice-prefeito de Tupi Paulista, Frederico Marquezim, e quatro agentes fiscais de renda foram afastados de suas funções.
Investigação
A operação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão aos Delitos Econômicos do MPSP, com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, além das polícias Civil e Militar.
Segundo os investigadores, o grupo utilizava intermediários para receber propina paga a agentes públicos. Posteriormente, os valores ilícitos eram movimentados e ocultados para dificultar a identificação da origem do dinheiro.
Desdobramento da Operação Ícaro
A investigação é um desdobramento da Operação Ícaro, realizada em agosto de 2025. Na ocasião, seis pessoas foram presas, entre elas o empresário Sidney Oliveira, dono da rede de farmácias Ultrafarma.
Segundo o Ministério Público, o esquema envolvia fraudes na concessão de créditos de ICMS e teria movimentado valores bilionários.
Suspeita de esquema bilionário
No centro das investigações estaria o auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto, apontado como principal operador do esquema. De acordo com os promotores, ele mantinha contato direto com empresários e teria recebido propinas por meio de uma empresa registrada em nome de sua mãe.
As investigações indicam que o grupo emitia créditos de ICMS inflacionados e que o esquema funcionaria ao menos desde 2021.
Posicionamentos
A reportagem procurou a Prefeitura de Tupi Paulista para comentar o afastamento do vice-prefeito, mas não houve resposta até a última atualização desta matéria.
A Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo também foi procurada e ainda não se manifestou. O espaço permanece aberto para posicionamentos.






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