Antes de começar a atuar oficialmente pela Marinha do Brasil, o submarino Almirante Karam ainda precisa passar por uma série de avaliações. Uma delas ocorreu na semana passada, na região de Itaguaí, na Região Metropolitana do Rio, quando a embarcação foi submetida ao primeiro teste de imersão estática.
A etapa serviu para verificar como o submarino se comporta na água e reunir dados sobre seu deslocamento e equilíbrio. O procedimento também permitiu aos técnicos acompanhar a estanqueidade do casco e a resposta da embarcação às mudanças de peso e inclinação.
Diferentemente de uma imersão realizada com o submarino navegando, o teste ocorreu sem o acionamento da propulsão. A água do mar entrou nos tanques de lastro até que o Almirante Karam alcançasse a condição determinada para a avaliação.
O procedimento integra o processo de certificação do submarino. A previsão da Marinha é que a embarcação seja entregue ao setor operativo no segundo semestre de 2027.
Próximos testes
A programação ainda inclui avaliações com o submarino em diferentes condições de operação. Entre elas estão a navegação na superfície e a imersão dinâmica, que permitirá verificar o desempenho da embarcação durante o deslocamento.
Também serão testados equipamentos de propulsão, lemes, navegação, comunicação e detecção. A Marinha informou que os resultados de cada fase serão analisados antes do início da seguinte, possibilitando ajustes ao longo do processo.
As etapas posteriores deverão incluir testes em maiores profundidades e avaliações dos sistemas de armas.
70 metros e até 70 dias submerso
O Almirante Karam tem 72m de comprimento, medida equivalente à altura aproximada de um prédio de 24 andares. A embarcação pode operar com uma tripulação de 42 militares e permanecer submersa por até 70 dias.
O submarino pode atingir profundidades superiores a 200 metros e possui capacidade para lançar minas, mísseis e torpedos.
O Almirante Karam é o quarto submarino da Classe Riachuelo desenvolvido dentro do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub). O modelo brasileiro tem como base o projeto francês Scorpène, mas recebeu modificações para atender às necessidades da Marinha, entre elas mudanças nas dimensões e aumento da autonomia.
Riachuelo (S40), Humaitá (S41) e Tonelero (S42) foram os três primeiros submarinos da classe incorporados pela Marinha. O Almirante Karam será o quarto.







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