O Masp reabriu na manhã desta sexta-feira, 28, apresentando sua maior novidade: o prédio Pietro Maria Bardi. O anexo da construção incrustrada em plena Avenida Paulista recebeu o nome do primeiro diretor artístico do museu. O edifício histórico, agora, tem o nome da sua companheira, a arquiteta Lina Bo Bardi, que o projetou.
A reabertura acontece depois de uma reforma que começou em 2021. O prédio ficou abandonado por um período até ser anexado ao museu, quase que dobrando a área de atuação do equipamento.
Quem escolheu as primeiras horas da reabertura para visitar o novo espaço não escondeu a alegria de estar participando de um momento histórico, como foi o caso do educador Bruno Alvarez, 37, um dos primeiros na fila para acessar o prédio. O paulistano diz frequentar o Masp desde criança. “Como eu moro perto, aproveitei a oportunidade”, conta. “O prédio está fantástico, arquitetonicamente é lindo; as vistas de São Paulo que a gente tem daqui são são muito bonitas, inclusive do próprio prédio histórico do Masp”.
O pesquisador Anthonio Silwa, que atua nas redes sociais como um divulgador artístico, também aproveitou o momento de inauguração do novo prédio para visitar o museu. “Estou muito ansioso, porque na América Latina, o Masp tem uma força muito grande. E do ponto de vista político, expandir o prédio para caber mais arte porque o anseio é muito grande e não dá conta da potência que o próprio prédio tem, que a própria instituição tem para ofertar, é como se falasse para as pessoas: ‘tem mais, a gente é insaciável’”, comenta.
O novo prédio foi aberto com cinco exposições que, reunidas, formam a mostra Cinco ensaios sobre o MASP: Isaac Julien: Lina Bo Bardi – um maravilhoso emaranhado, Artes da África, Geometrias, Renoir e Histórias do MASP. As obras estão espalhadas em cinco dos dez andares da nova estrutura, que inclui também espaços para os cursos, bem como para o Laboratório de Conservação.
“O prédio em si já é uma obra de arte. A gente tem Lina Bo Bardi propondo ele, a arquitetura dele, mas se você entende que ele compõe o nosso fazer cultural, que é sempre dinâmico, que não é cristalizado, modificar aquilo que a gente já vem modificando por ser própria cultura, não tem problema”, diz Anthonio. “São camadas de história que vão se sobrepondo e que para mim faz muito sentido, porque você começa a perceber a suposta linearidade da história a partir dos anexos que vão sendo feitos nos prédios. Vejo como algo ambicioso, mas também positivo”, completa.
Com informações do jornal Estado de São Paulo, Estadão





