O Partido Novo apresentou uma representação no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados pedindo a cassação do mandato da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). A legenda acusa a parlamentar de quebra de decoro parlamentar por reações consideradas ofensivas a críticas recebidas em debates públicos.
O documento foi encaminhado à Câmara dos Deputados do Brasil e solicita a apuração da conduta da deputada, com possibilidade de aplicação de penalidades que podem chegar à perda do mandato.
Segundo a representação, as críticas se intensificaram após a eleição de Hilton para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara. Para o partido, a deputada teria respondido a críticas de comunicadores e cidadãos com ataques e iniciativas consideradas intimidatórias.
Caso envolvendo Ratinho
Entre os episódios citados está a reação da parlamentar a comentários feitos pelo apresentador de televisão Carlos Massa.
De acordo com o documento, Ratinho afirmou que a presidência da Comissão da Mulher deveria ser ocupada por “uma mulher biológica”. Após as declarações, Erika Hilton acionou o Ministério das Comunicações do Brasil pedindo a suspensão do programa do apresentador por 30 dias e também recorreu ao Ministério Público Federal solicitando indenização de R$ 10 milhões.
Outros episódios citados
A representação também menciona outros casos envolvendo ações judiciais ou pressões institucionais contra críticos da deputada, incluindo situações envolvendo a feminista Isabella Cêpa e a estudante Isadora Borges.
Para o Novo, os episódios indicariam um “padrão reiterado” de uso de instrumentos institucionais para constranger pessoas com posições divergentes.
O pedido também cita publicações feitas por Hilton nas redes sociais após críticas à sua eleição para a comissão. Em uma das mensagens, a deputada afirmou que seus críticos “podem espernear” e “podem latir”, além de utilizar a expressão “imbeCIS”.
Segundo o partido, as postagens demonstrariam uma postura hostil diante de opiniões divergentes e poderiam configurar abuso das prerrogativas do mandato, além de violar o Código de Ética da Câmara, que exige dos parlamentares respeito a cidadãos e zelo pelo prestígio das instituições democráticas.
Caso a representação seja aceita, caberá ao Conselho de Ética instaurar um processo disciplinar para analisar os fatos.






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