O novo prédio do Museu da Imagem e do Som, em Copacabana, abriu ao público sua primeira exposição antes mesmo da inauguração oficial. Intitulada “Arquitetura em cena, o MIS Copa antes da imagem e do som”, a mostra apresenta os bastidores, desafios e etapas da construção do espaço cultural, iniciada em 2011.
A iniciativa é resultado de uma parceria entre o governo do estado e a Fundação Roberto Marinho. A exposição foi lançada em evento com autoridades e convidados, marcando um novo capítulo para o equipamento cultural que promete se tornar um dos principais cartões-postais do Rio.
Apesar da abertura da mostra, o museu ainda não está totalmente concluído. A previsão oficial é de que o espaço completo seja inaugurado até o fim de 2026, após anos de interrupções e retomadas nas obras.
Autoridades destacam importância cultural e simbólica do projeto
Durante a cerimônia, o governador em exercício Ricardo Couto ressaltou o valor simbólico da instalação do museu na Zona Sul carioca. Segundo ele, o MIS em Copacabana tem potencial para projetar a imagem do Brasil internacionalmente por meio da cultura.
Também participaram do evento nomes como a secretária de Cultura Daniele Barros, o ex-governador Cláudio Castro e o presidente da Academia Brasileira de Letras, Merval Pereira. Representando a Fundação Roberto Marinho, João Alegria destacou o esforço coletivo envolvido na criação do projeto.
A secretária Daniele Barros enfatizou a complexidade da obra, que exigiu soluções técnicas específicas e persistência do poder público para ser retomada após anos de paralisação.
Histórico da obra inclui interrupções e retomadas
O projeto do novo MIS começou ainda em 2008, com a desapropriação do terreno onde funcionava a antiga boate Help. As obras tiveram início em 2011, mas foram interrompidas em 2016 e só retomadas em 2021.
Desde então, o governo estadual vem conduzindo a fase final de construção e preparação do espaço, que contará com oito andares dedicados à memória audiovisual e musical do país.
Entre as atrações previstas estão instalações interativas com referências a artistas como Ernesto Nazareth, Pixinguinha e Luciano Perrone, além de registros históricos do Rio feitos por Augusto Malta e Guilherme Santos.
Visitação será liberada ao público em maio com agendamento
Inicialmente, a exposição terá visitas guiadas voltadas para estudantes da rede pública. O público geral poderá acessar o espaço a partir de 8 de maio, mediante agendamento prévio pela internet.
O evento de lançamento também contou com uma apresentação do maestro João Carlos Martins, que emocionou os convidados ao interpretar obras clássicas e músicas brasileiras no piano.
A expectativa é que, com a conclusão total do museu, o novo MIS se consolide como um dos principais polos culturais do país, unindo tecnologia, memória e uma vista privilegiada da orla carioca.






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