Nora e filha de Castor de Andrade travam batalha judicial

Conforme noticiou neste domingo, o jornal O Globo, o bem mais valioso do espólio do contraventor Castor de Andrade, um terreno de quase 97 mil metros quadrados, na Ponta da Raposinha, na Ilha Grande, na Costa Verde do Rio, é alvo de disputa na família — Elizabeth Costa de Andrade da Silva (Beth Andrade) e…

Conforme noticiou neste domingo, o jornal O Globo, o bem mais valioso do espólio do contraventor Castor de Andrade, um terreno de quase 97 mil metros quadrados, na Ponta da Raposinha, na Ilha Grande, na Costa Verde do Rio, é alvo de disputa na família — Elizabeth Costa de Andrade da Silva (Beth Andrade) e Carmen Lucia de Andrade Iggnacio, filha de Castor e viúva de Fernando Iggnacio, travam uma batalha judicial. Em 2018, Beth, que era casada com Paulo de Andrade, filho de Castor, entrou com um processo na Vara Cível de Angra dos Reis para se manter em uma casa na parte da ilha, que alega ter sido construída por ela e o marido antes de sua morte. Em fevereiro, ela conseguiu uma decisão judicial que garante o seu direito de permanecer no imóvel.

No processo, Beth alega que o trecho da ilha foi dividido por Castor, antes de sua morte, em 1997, entre os dois filhos mais velhos — Paulinho e Carmen Lucia. Diante disso, ela e o marido construíram uma casa no terreno. Ao lado, na mesma ilha, Carmen e seu marido, Fernando Iggnacio, ocupam outra mansão. Paulinho acabou assassinado no fim de 1998, um ano e meio depois da morte do pai. A violência também tirou a vida de Fernando: ele foi executado em novembro de 2020, quando voltava da casa na ilha.

A briga entre vizinhos se arrasta há mais tempo. Segundo Beth, quando Fernando Ignnacio ainda era vivo, ele e Carmen vinham causando problemas à sua permanência na ilha, jogando entulho de obra em seu terreno e impedindo que ela instalasse um relógio de luz próprio, chegando a ficar sem energia elétrica em razão disso. No processo, a viúva de Paulinho afirma que a convivência com a cunhada e o marido era razão de “constantes incômodos e dificuldades”.

Em suas alegações, Beth afirma que soube dos problemas causados por Carmen e Fernando por seus funcionários, que tinham medo de relatar o que acontecia em razão do “histórico violento” da família. Ela anexou à ação notas fiscais de obras e compras feitas para casa, além de diversas fotografias dela e do marido no local, no intuito de comprovar que a casa ocupada por ela fora construída pelo casal. Nas imagens, Paulinho aparece em momentos de descontração, cozinhando na propriedade e na companhia de amigos e também de funcionários.

Carmen Lucia rebate os argumentos da cunhada, afirmando que nunca houve divisão do imóvel e ressalta que o processo de inventário de Castor de Andrade continua em andamento na 12ª Vara de Órfãos e Sucessões do Tribunal de Justiça do Rio. Ela diz, ainda, que a casa que Beth afirma ser dela, na realidade, foi construída e custeada pelo próprio contraventor, e a acusa de mentir no processo para permanecer em imóvel que não é seu. Segundo a filha do bicheiro, o intuito da cunhada com o processo é apenas ter uma decisão judicial que lhe garanta continuar no imóvel.

Em agosto de 2018, Beth já tinha conseguido uma liminar garantindo sua permanência no imóvel. Com a sentença do último dia 14 de fevereiro, a decisão foi confirmada. Inconformada com a decisão, Carmen Lúcia entrou com um recurso no mês passado, que ainda não foi julgado.

Foto Custódio Coimbra Fonte O Globo

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