Sobrinho do bicheiro Castor de Andrade — que fez fama e fortuna por meio da contravenção na década de 1980 e 1990 no Rio de Janeiro —, o bicheiro Rogério Andrade acaba de ser preso. Encaminhado à Cidade da Polícia, ele é alvo de uma investigação do Gaeco e acusado de mandar matar o rival Fernando Iggnácio em 2020.
Os mandados de prisão cumpridos nesta manhã são contra Rogério de Andrade e Gilmar Eneas Lisboa. O GAECO/MPRJ denunciou os dois à Justiça pelo homicídio qualificado de Fernando de Miranda Iggnacio, ocorrido em novembro de 2020, no estacionamento de um heliporto no Recreio dos Bandeirantes. Rogério de Andrade foi preso em casa, na Barra da Tijuca.
De acordo com o GAECO/MPRJ, a vítima Fernando Iggnacio e o mandante do crime, Rogério de Andrade, são, respectivamente, genro e sobrinho do falecido contraventor Castor de Andrade. Os mandados da operação Último Ato foram expedidos pelo Juízo da 1ª Vara Criminal do Tribunal do Júri e estão sendo cumpridos na Barra da Tijuca e em Duque de Caxias.
Em março de 2021, o MPRJ denunciou Rogério de Andrade pelo mesmo crime. No entanto, em fevereiro de 2022, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por maioria de votos, trancar a ação penal contra o contraventor, alegando falta de provas que demonstrem seu envolvimento no crime como mandante.
Por meio de novo Procedimento Investigatório Criminal (PIC), o GAECO/MPRJ identificou não só sucessivas execuções protagonizadas pela disputa entre os contraventores Fernando Ignnacio e Rogério de Andrade, mas também a participação de uma outra pessoa no homicídio de Fernando. De acordo com a denúncia do GAECO/MPRJ, Gilmar Eneas Lisboa foi o responsável por monitorar a vítima até o momento do crime.
Veja aqui informações sobre a denúncia ajuizada em março de 2021, que tornou réus outros cinco envolvidos no crime: https://www.mprj.mp.br/visualizar?noticiaId=103115
Uma nova denúncia do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ) afirma que o bicheiro mandou matar o rival Fernando Iggnácio.
Andrade foi braço-direito de Castor até 1997, quando o bicheiro morreu. Por um tempo, Rogério compartilhou o espólio do tio com Paulo Roberto de Andrade, o Paulinho Andrade, filho de Castor; e com Fernando Iggnácio, genro do tio falecido.





