O deputado estadual Rodrigo Amorim já tem um plano B para disputar as eleições para prefeitura do Rio de Janeiro, em 2024. E quem sabe até mesmo ele se torne o plano A. Tudo vai depender da pesquisa eleitoral que o PL fará no fim do mês para cacifar seus nomes na disputa da Capital. Mesmo estando hoje no PTB, os liberais também querem avaliar seu desempenho.
O motivo é simples: Amorim recebeu um convite do presidente estadual do PL, o deputado federal Altineu Côrtes, para se filiar à legenda. A notícia foi dada no fim da sessão, desta quarta-feira (13/09), pelo deputado Filippe Poubel (PL). Mostrando surpresa com o anúncio, o deputado soltou um sorriso amarelo e agradeceu o carinho do colega.
“Passo aqui hoje para felicitar e desejar os parabéns, muita saúde e paz ao nosso líder, presidente estadual do PL, Altineu Côrtes, com quem tenho amizade de longa data. O deputado Rodrigo Amorim esteve com ele esta semana, pois está sendo cortejado para vir para o PL e ser nosso candidato a prefeito aqui na capital. Seja bem-vindo, Rodrigo Amorim”, disse Poubel.
Só que a história não é bem essa. O PL, na verdade, irá testar em pesquisa quatro nomes de direita e conservadores. Do partido, Carlos Portinho, Walter Braga Netto, Eduardo Pazuello e Cris Tonietto. De outras siglas, Rodrigo Amorim e Otoni de Paula (MDB). Mesmo já tendo anunciado que não concorrerá, Braga Neto foi mantido porque o martelo ainda não foi batido.
O problema, porém, é que o deputado estaria de malas prontas para o União Brasil – o PTB não atingiu a cláusula de barreira. No início do mês, Amorim confirmou sua candidatura, mas salientou que ela só se concretiza pelo apoio do presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar (PL), outro que também tem passagem comprada para o União Brasil.
Mas não resta dúvida que concorrer pelo PL do ex-presidente Jair Bolsonaro seria muito mais sedutor, até porque internamente Amorim é considerado o bolsonarista mais preparado para enfrentar Eduardo Paes. Com frequência, ele vem usado a tribuna para proferir ofensas pessoais ao prefeito, além de criticar e denunciar o que considera irregular no governo municipal.
Para turbinar a campanha antecipada, foi criada até mesmo uma Comissão Especial de Acompanhamento das Políticas Públicas de Combate à Desordem Urbana. A ideia é desgastar a imagem de Paes junto ao eleitor naquilo que seria o Calcanhar de Aquiles da sua gestão: a questão do ordenamento urbano. Os parlamentares vêm fazendo vistorias pela cidade e confrontando servidores.
Amorim, por sua vez, confirmou o convite, mas não disse se aceitou. Por hora, informou apenas que há “um carinho e um bom diálogo”, e que seria preciso esperar pelas pesquisas. Indagado sobre o União Brasil, despistou: “Esse é um projeto do Bacellar”.





