A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, disse nesta terça-feira que, no momento atual, todo incêndio florestal existente no país é criminoso, pois há uma proibição de uso de fogo em todo território nacional.
Em entrevista ao programa Bom Dia, Ministra, do CanalGov, Marina também disse que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está trabalhando para elevar as penas para incêndios criminosos, apontando que atualmente as punições previstas são muito brandas.
A ministra mencionou uma proposta existente no Congresso que prevê tornar esses crimes hediondos, aumentando, assim, as penas.
“[Há uma] aliança criminosa entre ideologias políticas que querem negar a questão da mudança do clima e o crime que está sendo cometido de forma contumaz”, disse.
Terrorismo Climático
A ministra chamou ação criminosa de incendiar florestas no Brasil de “terrorismo climático”, mas admitiu que as ações do governo federal no combate ao fogo ainda estão aquém do necessário.
“Essa seca está acontecendo em vários lugares do mundo, na Bolívia, no Peru, no Paraguai… em outras parte do mundo também temos incêndios. A diferença é que aqui no Brasil tem essa aliança criminosa de uma espécie de terrorismo climático”, afirmou.
A ministra listou as ações do governo federal que estão sendo colocadas em prática, como a mobilização de diversos ministérios e cooperação com os estados.
Ela também ressaltou a importância da criação da autoridade climática, do plano de prevenção e do marco legal da emergência climática, medidas anunciadas pelo presidente Lula (PT).
O Brasil vive a pior seca já registrada em sua história, com recordes de incêndios na amazônia e no pantanal e com rios do Norte atingindo os níveis mais baixos já vistos.
As queimadas têm deixado cidades, como São Paulo, Brasília e Manaus, sob fumaça, e a estiagem isolou comunidades e cidades distantes, impactando o abastecimento de insumos básicos.
Segundo Marina Silva, o governo prepara ações de prevenção desde 2023, porém, a seca em 2024 começou mais de dois meses antes do que era previsto, o que forçou a gestão ambiental a antecipar também o início de de seu planejamento e de suas operações.
“As medidas têm sido suficientes? Ainda não têm sido suficientes, mas estão sendo ajustadas o tempo todo, mobilizando equipes o tempo todo. Mas o certo é que não haja fogo, e que os que forem pegos ateando fogo, sejam punidos”, disse.
“Todo esse trabalho de prevenção que vinha sendo feito não foi suficiente, porque mesmo com a proibição [de uso do fogo], as pessoas estão continuando a colocar fogo, e é preciso que parem”, completou.
Marina Silva afirmou ainda que não há previsão de parcerias com outros países para o combate aos incêndios, mas que o governo analisa as “possibilidades de cooperação”.
Com informações do 247 e Folha de S. Paulo.
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