Em meio à tensão mundial pelo surgimento da variante ômicron do coronavírus, Jair Bolsonaro voltou a dar declarações negacionistas, que colocam em xeque a eficácia das vacinas contra a Covid-19.
Em entrevista ao portal Poder360, ontem, ele disse que “não há a menor dúvida” de que vetará o ‘passaporte vacinal’ caso alguma proposta nesse sentido seja aprovada pelo Congresso.
Em seguida, voltou a pôr em dúvida a credibilidade dos imunizantes: “quer melhor vacina, comprovada cientificamente, do que a própria contaminação?
O líder do PL no Senado, Carlos Portinho (PL-RJ), defendeu na última quinta-feira (2) na tribuna do plenário a adoção do mecanismo para frear o avanço da Covid-19 no Brasil. A posição foi endossada pela legenda no Twitter, que filiou Bolsonaro há três dias.
Levantamento divulgado ontem pela Folha revelou que 79,7% das pessoas que morreram de Covid-19 no Brasil entre 1º março e 15 de novembro deste ano não receberam nenhuma dose da vacina.
O chamado passaporte vacinal para viajantes que entram em território brasileiro será tema de uma reunião ministerial convocada para esta segunda-feira (6). Participam os ministros da Saúde, da Justiça e Segurança Pública, da Infraestrutura e das Relações Exteriores.
A convocação partiu da Casa Civil, que tenta resolver o impasse entre governo e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Representantes da agência também estarão presentes no encontro, segundo reportagem do Congresso em Foco. Um pedido da Anvisa para que o governo cobre o certificado de vacinação para entrar no País está barrado no Planalto desde 12 de novembro.
A discussão sobre a exigência de um comprovante de vacina contra a Covid-19 ganhou corpo com o avanço da variante ômicron.






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