O agressor Leandro de Oliveira Santana, foi condenado a 13 anos e 4 meses de prisão em regime fechado pelo Tribunal do Júri de Nilópolis, na Baixada Fluminense, por tentar matar a ex-companheira após ela recusar reatar o relacionamento. O crime ocorreu em março de 2024, e a vítima, Érica de Jesus Gonçalves, já tinha medidas protetivas contra ele.
De acordo com a sentença, assinada pelo juiz Alberto Fraga no dia 1º de abril, Leandro foi até a casa onde Érica morava para pedir uma nova chance. Diante da negativa, o agressor jogou álcool no corpo dela e ateou fogo. A vítima sofreu queimaduras de segundo grau em 12% do corpo e ficou 42 dias internada no Hospital de Andaraí, na Tijuca.
Durante o julgamento, o júri reconheceu que o crime foi cometido por motivo fútil, com emprego de fogo, de forma que impossibilitou a defesa da vítima, e motivado por razões de gênero. Além da pena, Leandro foi condenado a pagar as custas processuais e indenizar a vítima com dez salários mínimos por danos morais, o que equivale a R$ 15.180.
De acordo com a advogada Marcela Machado, integrante do Programa Empoderadas e assistente de acusação no julgamento, Erica começou a receber atendimento poucos dias após o crime. O acompanhamento emocional e jurídico fez com que a vítima se enchesse da força necessária para enfrentar o agressor perante a Justiça.
”Os primeiros atendimentos aconteceram ainda durante sua internação hospitalar. Desde o início, ela se mostrou aberta e determinada a buscar justiça. Já conhecia o trabalho do Programa Empoderadas e confiou plenamente em nossa equipe”
Segundo a advogada, o apoio foi contínuo e multifacetado. A vítima teve acesso imediato a uma equipe multidisciplinar que fornece ajuda nas áreas jurídica, psicológica e social.
A advogada Marcela Machado, que atuou como assistente de acusação no julgamento, destacou o impacto do crime na vida de Érica e seu desfecho com a condenação.
”Para a Érica, a sentença representou o fim de um ciclo de medo e insegurança. Depois de um ano enfrentando traumas físicos e emocionais, ela sente que pode, finalmente, voltar a viver com liberdade. Hoje, ela se sente mais segura para sair de casa, ir trabalhar e voltar sem o peso do medo constante”, conta.
Após a sentença, um vídeo registrou o momento em que a vítima celebrou a condenação. Com firmeza, Érica fez um apelo de encorajamento às mulheres que sofrem com violência.
‘Obrigada, do fundo da minha alma. A justiça existe. Sou uma das empoderadas em que a justiça foi feita. Não se cale, denuncie, seja corajosa. Covardia tem que ser punida, tem que pagar’’, declarou a vítima. .
Em fase de recuperação do ocorrido, a assistida vai realizar aulas práticas no tatame, atividade oferecida pelo programa e conduzida por professoras especializadas em artes marciais, com foco em técnicas de leitura corporal e estratégias de defesa pessoal.





