O deputado estadual e candidato a prefeito do Rio, Rodrigo Amorim (União), utilizou a tribuna da Alerj durante a sessão plenária desta terça-feira (03/09) para se manifestar sobre a acusação de agressão ao militante do PT Leonel da Esquerda, ocorrido no último domingo na Tijuca. Amorim comparou o episódio ao da facada no ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmando que “não podemos permitir que esse episódio faça nascer o Adélio Carioca”.
Amorim começou sua fala afirmando que não se manifestou publicamente sobre o episódio anteriormente por querer fazê-lo de forma institucional. Ele deu sua versão dos fatos e disse que já estava com viagem marcada para São Paulo no domingo, dia em que ocorreu a confusão. Ele reafirmou sua versão de que estava indo almoçar com a família, quando começou a ser provocado e ofendido pelo candidato do PT.
“Não quis gravar um vídeo editado. Se alguém foi vítima de violência política foi o meu irmão (o vereador candidato à reeleição pelo PL, Rogério Amorim). Ele sim estava em campanha e foi impedido de seguir com a agenda após a confusão. “Já tinha viagem marcada para são Paulo para compromisso com o partido, portanto não tinha nenhuma agenda de campanha. Sou morador da Tijuca. Não havia qualquer ato de campanha de minha parte. Não havia nenhum militante, apoiador meu. Fui pegar o final do ato de meu irmão, que contava com presença da família dele, inclusive”, explicou Amorim.
Ao detalhar como toda confusão começou, Amorim subiu o tom contra Leonel, a quem chamou de canalha e relatou dois episódios semelhantes ocorridos em 2019 e 2022,
“Estava com minha mulher, sem segurança, sem nenhum aparato de campanha. Esse canalha, filiado ao partido dos trabalhadores, em 2019 me afrontou, afrontou outros deputados, outros defensores da pauta conservadora. Em 2022 adotou mais uma vez esse protocolo, na Feira de São Cristóvão. Ele começa fazendo ofensas em off pra irritar. Ele não fazia campanha na Praça Varnhagem. Essa figura caricata, esse canalha, estava circulando o evento do meu irmão, acompanhado de dois brutamontes. Há relatos de que esses indivíduos inclusive seriam pagos pela CUT e eles estavam armados. Esse canalha portava uma faca, o que me foi alertado por umas senhoras. Ele estava acompanhado de um cinegrafista para gravar um vídeo para lacrar. Se dirigiu a mim, ofendeu minha mãe, disse que ela tinha parado de roubar poque tinha morrido. Esses foram as ofensas que esse canalha proferiu contra mim”, relatou.
Segundo Amorim, o ato teria sido premeditado, já que Leonel da Esquerda teria começado a seguir seu irmão, Rogério Amorim, nas redes sociais no sábado, véspera do entrevero na Tijuca.
“Esse canalha foi ali para provocar. No dia anterior esse canalha começou a seguir o meu irmão nas redes sociais, horas antes dos acontecimentos. Ele premeditou tudo. Sabia que meu irmão estaria lá. Armou todo o circo para causar esse tumulto e se promover e tentar impor uma narrativa de violência política”, alegou.
O deputado voltou a afirmar que sua reação foi motivada pelo fato de temer por sua segurança, pois teria sido alertado que o petista estaria portando uma faca.
“Fui alertado pelas senhoras que tiravam fotos comigo de que ele estava com uma faca, e elas serão testemunhas. Eu estava de peito aberto, desarmado, junto com meu sobrinho de 8 anos. Ele ligou a câmera e começou a fazer afrontas a meu grupo político. Aguentei todas as ofensas calado. Nesse momento os seguranças dele se aproximaram e foi quando o clima esquentou. De fato estava intimidado, constrangido e era necessário que eu fizesse alguma coisa para que eu interrompesse aquela situação. Neste momento iniciou-se uma confusão generalizada”, relatou Amorim.
Por fim, Rodrigo Amorim afirmou que não vai se esquivar da apuração da Justiça e da investigação em curso na Política Civil. O candidato conversou com os advogados de seu partido e vai tentar uma audiência com a Corregedoria do TRE para apurar os fatos. Segundo Amorim, ele já recebeu mais de 20 ameaças de morte, anônimas e assinadas, e por isso pediu autorização para eventualmente de proteger com um colete à prova de balas.
“Não fugirei da apuração da justiça criminal, não figurei da investigação da Polícia Civil, mas não me curvarei a este tipo de postura, pois isso sim é violência política. Conversei com os advogados do meu partido sobre a hipótese de ser marcada uma audiência com a Corregedoria do TRE para que a gente pudesse levar as mais de 20 ameaças a minha vida, inclusive de uma torcida organizada da qual esse canalha faz parte, ameaças anônimas e assinadas. Se for comprovado pela justiça algum ato delituoso da minha parte, vou arcar com as consequências. O presidente Bolsonaro em 2018 recebeu uma facada de um filiado do PSOL. A gente não pode permitir que nesse processo nasça um ‘Adelio carioca’, que é esse canalha. Precisamos saber quem está por trás do Adelio Carioca, se é o PT, se é o PSOL, se é o prefeito Eduardo Paes”, finalizou Amorim, aproveitando para se desculpar com os eleitores e frequentadores da Praça Varnhagem.
Confira a íntegra do pronunciamento de Rodrigo Amorim:





