Musk volta a atacar o ministro Alexandre de Moraes em sua rede e o chama de ‘ditador do Brasil’

Empresário eleva tom das críticas e diz que Moraes ‘tem Lula em uma coleira’

O empresário Elon Musk, proprietário da rede social X (antigo Twitter), voltou a criticar o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, em novas postagens nesta segunda-feira (8) e o chamou de ditador.

Musk tem reclamado das decisões do Supremo que tiraram do ar perfis na rede social X (antigo Twitter) e chegou a afirmar que vai derrubar as restrições impostas pelo Judiciário do país.

“Como @alexandre se tornou o ditador do Brasil? Ele tem Lula em uma coleira”, escreveu o empresário, na rede social nesta segunda-feira (8), junto com um emoji de risada.

Hoje mais cedo ele também tinha republicado declaração crítica a Moraes do deputado federal Marcel Van Hattem (Novo-RS). “A lei vale para todos, inclusive @alexandre. Ele deveria ser julgado por seus crimes”, acrescentou Musk, comentando a fala do parlamentar.

O empresário também ironizou o ministro: “[Cena: @Alexandre e @ElonMusk em psicanálise] Eu digo: ‘Diga, Alexandre, a desinformação está na sala conosco agora?”

No domingo (7), Moraes determinou a inclusão de Musk como investigado no inquérito que apura a existência de milícias digitais antidemocráticas e seu financiamento.

Naquele dia, o empresário havia dito que o magistrado deveria renunciar ou sofrer impeachment. Um dia antes, um perfil oficial da plataforma havia declarado que bloqueou “determinadas contas populares no Brasil” e Musk retuitou mensagem em que disse que “estamos levantando todas as restrições” e que “princípios importam mais que o lucro”.

Na decisão de domingo, Moraes escreveu em letras maiúsculas: “As redes sociais não são terra sem lei! As redes sociais não são terra de ninguém!”.

A ofensiva do dono da rede social levou integrantes do governo Lula e magistrados a virem a público para criticar a atuação das plataformas. O presidente do STF, Luís Roberto Barroso, disse que “decisões judiciais podem ser objetos de recursos, mas jamais de descumprimento deliberado”.

– O inconformismo contra a prevalência da democracia continua a se manifestar na instrumentalização criminosa das redes sociais – afirmou Barroso.

Com informações da Folha de S. Paulo.

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