Uma jovem de 20 anos foi presa nesta sexta-feira (30), no Rio, suspeita de participar de um golpe milionário que causou prejuízo de cerca de R$ 500 mil a uma idosa de 77 anos, moradora de Brasília. A prisão ocorreu em uma estação do BRT no bairro Tanque, na Zona Oeste, após troca de informações entre a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) e a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).
Segundo as investigações, a mulher integra uma organização criminosa interestadual especializada em fraudes bancárias eletrônicas e lavagem de dinheiro. O grupo utilizava técnicas de engenharia social para enganar vítimas, principalmente idosos.
Como o golpe funcionava
De acordo com a PCDF, os criminosos entravam em contato com a vítima se passando por funcionários de uma instituição financeira. Durante a ligação, informavam sobre uma suposta compra suspeita em nome da idosa e pediam confirmação da transação.
Após a negativa, os golpistas alegavam a necessidade de procedimentos de “segurança”. Na prática, induziam a vítima a realizar transferências via Pix para empresas de fachada, criadas exclusivamente para receber e movimentar dinheiro de forma ilegal.
Estrutura criminosa organizada
A investigação aponta que a quadrilha possui uma estrutura bem definida, com divisão clara de funções. Havia integrantes responsáveis pela captação das vítimas, outros pela abertura de empresas falsas, além do controle da movimentação financeira, pulverização dos valores e ocultação do patrimônio.
Mandados e crimes investigados
Além da prisão da jovem no Rio, foram cumpridos 10 mandados judiciais nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Os investigados poderão responder por estelionato eletrônico, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
A jovem presa foi indiciada pelos crimes de estelionato mediante fraude, associação criminosa e lavagem de dinheiro.






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